SENAR/PB participa de seminário sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

Agronegócio

SENAR/PB participa de seminário sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

O estímulo a práticas sustentáveis na agropecuária e a redução das emissões de carbono são algumas das propostas dentro do projeto de ABC.
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O estímulo a práticas sustentáveis na agropecuária e a redução das emissões de carbono são algumas das propostas dentro do projeto de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Ministério da Agricultura. Uma de suas linhas de ação é a Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF). Um seminário realizado na Estação Experimental de Alagoinha (Emepa-PB) debateu o tema e contou com a participação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Paraíba (SENAR/PB).

O chefe do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater), Gabriel Petelinkar, explica que o estímulo ao cultivo simultâneo ou sucessivo de cadeias já é uma prática dos técnicos de campo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Paraíba, mas que essa ainda é uma tecnologia que ainda precisa de maior incentivo no Estado.

“Nós vamos capacitar nossa equipe técnica dentro da metodologia do ILPF. Este seminário foi muito importante para viabilizar isso, porque pudemos iniciar uma parceria com a equipe da Embrapa responsável por liderar o projeto no Nordeste. Esperamos realizar um primeiro treinamento teórico ainda este ano para que essa prática possa ser multiplicada entre os nossos produtores”, comentou Gabriel.

O projeto ILPF é executado pela Embrapa em parceria com os estados e financiamento de empresas ligadas ao setor. Na Paraíba o trabalho ainda está fase inicial. Desde o ano passado a Embrapa Algodão, de Campina Grande, e a Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba adeririam à experiência. O encontro reuniu pesquisadores dos estados de Pernambuco, Sergipe, Ceará e Paraíba além de estudantes da área de Ciências Agrárias da UFPB.

Segundo o chefe da Estação da Emepa em Alagoinha e presidente do Sindicato Rural de Guarabira, Rubens Fernandes da Costa, é preciso oferece educação aos produtores, para que eles possam compreender que a prática de ILPF significa sustentabilidade e economia, fazendo com que o campo se torne mais produtivo.

“Nosso agricultor é imediatista. Por isso ele precisa compreender as técnicas, para poder implantar na sua propriedade. Fazemos um esforço muito grande para levar educação e conscientização ao produtor, para que ele possa aceitar mais facilmente as inovações tecnológicas”, disse.

Durante o seminário foram apresentadas as experiências de integração entre lavoura e pecuária em várias regiões do Nordeste. A iniciativa se demonstrou viável economicamente e em termos de sustentabilidade, segundo os resultados parciais apresentados. Algumas regiões alcançaram índices de produtividade superiores as práticas adotadas atualmente com o plantio tradicional.

Entre as experiências de integração apresentadas estavam o milho com a braquiária, em regiões de tabuleiro e agreste de Sergipe além coco com gliricídia, na zona da mata e também a articulação da gliricídia com criação de ovino. Em outra situação, foi apresentada a articulação entre braquiárias, gliricídia e bovinos.

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