Sensoriamento remoto para áreas de produção agrícola

Agronegócio

Sensoriamento remoto para áreas de produção agrícola

Tecnologia capaz de analisar as imagens recebidas por satélite
Por:
1701 acessos

O acompanhamento das áreas de produção agrícola com uso de recursos de sensoriamento remonto tem se mostrado uma ferramenta eficaz para monitoramento de produção e planejamento de atividades de manejo.  Com tecnologia capaz de analisar as imagens recebidas por satélite, é possível obter acompanhamento e rápido.

O estudo é possível pois a banda de radiação do NIR (Infra-Vermelho Próximo) é muito precisa para captar o vigor das plantas, diferenciando plantas vigorosas (que refletem mais o NIR) e plantas mais fracas (que absorvem a radiação). Sendo assim, as imagens em NIR obtidas por satélites de última geração são tratadas por uma equação chamada NDVI (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada), que transforma em tons de cores as distintas leituras de NIR, possuindo alta correlação com índice de área foliar (IAF) e vigor das plantas.

Ao final, são elaborados mapas que descrevem a distribuição do vigor das plantas no campo, que permitem o acompanhamento “in season” da evolução dos campos de produção agrícola, a fim de identificar zonas que merecem mais atenção.

Entre os benefícios, podemos citar a rápida detecção de falhas na irrigação ou em operações mecanizadas, como adubação, preparo do solo ou fitoxidez por agroquímicos; manchas de solo com baixa produtividade, áreas com erosão laminar, depósitos de calcário; identificação de reboleiras de baixo vigor causadas por nematoides ou patógenos de solo; zonas com vigor abaixo do esperado, possíveis deficiências nos equipamentos de irrigação, regiões com maiores potenciais de produção, entre outros.

Na imagem abaixo observa-se tons de vermelho e amarelo em uma parte da borda do pivô, neste caso trata-se da área mais alta do terreno e foi identificado pressão abaixo da mínima necessária na ponta do equipamento, o que causa desuniformidade e aplicação de água abaixo do necessário para as plantas a área afetada neste equipamento foi de 2,1ha.

Exemplo 1 – Milho semente aos 60 dias após o plantio, imagem obtida em 25-05-15. Fonte: Geosys
 
Já na sequência abaixo observa-se claramente a marca Irriger/Farmers Edge deixada pela posição dos antigos pivôs onde o solo já estava corrigido e plantas menos vigorosas que foram inseridas no pivô. Ressalta-se que muitas destas diferenças não são perceptíveis a olho nu e causam diferenças em produtividade.

Exemplo 2 – Resposta no vigor das plantas com a mudança da posição dos pivôs, imagem obtida em 04-07-15. Fonte: parceria Irriger/Farmers Edge
 
Abaixo observa-se uma zona de baixo vigor no pivô em formato de anel que é atribuído a algum emissor entupido ou montado com vazão inadequada, este diagnóstico pode ser feito antes de serem apresentados sintomas visíveis no campo, pois a imagem com o tratamento em NDVI é muito precisa para detectar diferenças no vigor vegetativo das plantas.
 

 

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink