Sentidos apurados em curso de Classificação e Degustação do Café em Campos Altos

Agronegócio

Sentidos apurados em curso de Classificação e Degustação do Café em Campos Altos

Um grupo de Campos Altos buscou no curso de Classificação e Degustação de Café do SENAR Minas meios para preparar e consumir o próprio café.
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Um grupo de Campos Altos buscou no curso de Classificação e Degustação de Café do SENAR Minas meios para preparar e consumir o próprio café e ainda aumentar a renda com a cafeicultura. A iniciativa partiu do Sindicato Rural, em parceria com a Cooxupé e a GS Corretora de Café.

“A região de Campos Altos é grande produtora de café e o município comercializa a produção da região, por isso o interesse pelo curso foi grande. O café movimenta nossa economia e novos projetos visando o mercado vão precisar de mão de obra qualificada para atender a demanda”, explica a mobilizadora Tatiana Aparecida de Oliveira.

Para ser um classificador e degustador de café é preciso apurar dois instintos principais: olfato e paladar. No curso de 40 horas, os participantes passam por teoria e prática. Na primeira etapa, aprendem a homogeneizar as amostras, medir o teor de umidade, verificar a seca do grão, classificar e identificar dos tipos de café. Em seguida vem a torra, e os participantes já começam a aprimorar sua parte sensorial para analisar a fragrância e aroma, finalizando com a degustação dos diversos tipos de bebidas.

Roberto Luiz Gregatti, instrutor do curso, explica que após esse processo é feita uma calibragem para frisar as bebidas. “Para saber se o participante conseguiu aprimorar os sentidos é feita uma prova, chamada de triangulação, que é quando colocamos duas xícaras iguais e uma diferente e eles precisam determinar qual é a xícara diferente, qual a bebida contida nela e ainda falar qual é a bebida das xícaras iguais. Depois dessa etapa, eles são treinados para aperfeiçoar os sentidos até que façam sozinhos todos esses processos.”

O instrutor também esclareceu que seu trabalho também é mostrar as diferenças entre as bebidas, principalmente porque os sentidos variam de pessoa para pessoa. Algumas são melhores na descoberta das fragrâncias, outras no aroma e tem também o paladar. Tem quem se destaque nas três etapas e, de modo geral, o intuito é igualar a turma. Em Campos Altos a turma teve um aproveitamento de 80% e, segundo Roberto, isso é muito bom.


Produtora de café há 18 anos, Valquíria Gonçalves Ramos da Silva já havia feito um curso de classificação, mas afirmou que desta vez foi diferente. “Houve mudanças em como analisar os tipos de bebida e aprendi novas técnicas, foi muito proveitoso. Percebo que, quanto mais informada e preparada estiver, melhor será para o meu produto e os ganhos da minha propriedade. O SENAR me ensinou a agregar valor ao meu café e espero seguir uma linha para conseguir a certificação.”
Sucessora do pai, com 27 anos Marcela Manuelle de Carvalho Oliveira Lima é cafeicultora e pecuarista. Na ânsia de conhecer seu produto, encontrou no curso do SENAR os ensinamentos que faltavam. “Acredito que é preciso saber o que produzimos, principalmente no momento de negociar. Eu não imaginava que existiam tantos sabores e, a partir daqui quero buscar um aperfeiçoamento nos cafés especiais e no curso de torra.”

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