Setor de energia solar cria comissão para normatizar mercado nacional
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Imagem: Marcel Oliveira
ENERGIA

Setor de energia solar cria comissão para normatizar mercado nacional

Desde 2012, setor já atraiu mais de R$ 60,6 bilhões em novos investimentos
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A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) inicia esta semana os trabalhos de uma comissão de estudo com o objetivo de reforçar a qualidade, desempenho e segurança de produtos e serviços ligados ao mercado de energia solar no País, tanto dos pequenos projetos em telhados, fachadas e terrenos quanto nos empreendimentos fotovoltaicos de grande porte.
 
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) assume a Coordenação da Comissão de Estudo Especial (CEE), lançada no dia 30 de novembro, que tratará de temas como terminologia, componentes e equipamentos, sistema de geração, interface e gestão, geração solar integrada às edificações e geração fotovoltaica integrada a bens de consumo.
 
A proposta da nova comissão é a normalização dos projetos desenvolvidos pelo setor de energia solar, visando o fortalecimento do processo de diversificação da matriz energética brasileira, compreendendo projetos, instalação, inspeção e manutenção de sistemas fotovoltaicos e de aquecimento térmico.
 
Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a evolução rápida e dinâmica das diferentes tecnologias solares traz oportunidades estratégicas de aprimoramento das normas técnicas utilizadas pelo setor e pelo mercado, como forma de melhorar e padronizar processos, produtos e serviços. “Esta parceria com a ABNT é um marco para o setor e para a ABSOLAR. Vai elevar ainda mais a qualidade dos sistemas solares no País, seja na geração solar em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, ou nas usinas solares de grande porte”, esclarece.
 
“É um imenso orgulho para a ABSOLAR assumir este trabalho em conjunto com a ABNT, uma entidade de referência no País em importantes cadeias produtivas”, comenta Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR. “A ABSOLAR vem para somar no trabalho que a ABNT desenvolve em sintonia com governos e com a sociedade, no sentido de colaborar com a implementação de políticas públicas, promover o desenvolvimento de mercados, a defesa dos consumidores e a segurança de todos os cidadãos”, acrescenta.
 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a principal responsável pela elaboração das Normas técnicas no Brasil. Dentro da ABNT, a Comissão de Estudo Especial ABNT/CEE-253 irá contribuir com a normalização no campo de energia solar, visando o fortalecimento do processo de diversificação da matriz energética brasileira.
 
“O Brasil é um país rico em recursos renováveis para produção de energia, tendo uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Como representante oficial país da International Organization for Standardization (ISO), a ABNT tem promovido inúmeras ações para ampliar a participação na normalização brasileira em questões voltadas à energia solar, para garantir mais segurança, qualidade e desempenho a esse mercado”, afirma o presidente da ABNT, Mario William Esper.
 
Dados de mercado
 
O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 12 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, em usinas de grande porte e em sistemas de pequeno e médio portes instalados em telhados, fachadas e terrenos.
 
De acordo com a ABSOLAR, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 60,6 bilhões em novos investimentos, R$ 15,7 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 360 mil empregos acumulados desde 2012. Com isso, também evitou a emissão de 13,6 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.
 
Ao somar as capacidades instaladas das grandes usinas e da geração própria de energia solar, a fonte solar ocupa o quinto lugar na matriz elétrica brasileira, ultrapassando a potência instalada de termelétricas movidas a petróleo e outros fósseis, que representam 9,2 GW.
 
Projeções da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) apontam que, em 2050, a energia solar deve representar 32,2% da matriz elétrica brasileira, com cerca de 121 GW instalados.


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