Setor de máquinas retoma otimismo

Agronegócio

Setor de máquinas retoma otimismo

Estimativa do Simers é que nível de produção aumente até a Expointer, que começa no final de agosto
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O cenário de crise ainda não foi revertido, mas está com os dias contados para indústrias gaúchas de máquinas agrícolas. A estimativa do presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, é que os níveis de produção de várias plantas sofram elevação até a Expointer, que começa no dia 29 de agosto, em Esteio. Com isso, a perspectiva é de otimismo na feira, cuja venda de espaços para o segmento começa hoje. Conforme Bier, há lista de interessados. A procura, acrescenta, é um indicativo da recuperação do setor. "Há algum tempo estancaram as demissões, o que é positivo", comenta.

No entanto, Bier afirma que o grande problema do setor de máquinas agrícolas é o endividamento dos produtores que, prejudicados pela estiagem, não puderam pagar seus débitos e fizeram a repactuação. O problema é que, com a prorrogação, o acesso a crédito novo é dificultado. "Acredito que, até a realização da feira, com as medidas anunciadas, como a reclassificação de risco dos produtores, a redução nos juros e os recursos para o agricultor afetado pela seca, a situação vai melhorar muito", aponta.

Apesar de ainda produzir 20% menos em relação ao mesmo período de 2008, a Kepler Weber está confiante na retomada da diferença até a mostra. "A crise trouxe um primeiro semestre pior do que o do ano passado, mas o volume de vendas vem crescendo desde abril. Agora, estamos sentindo o mercado mais ativo", afirma o presidente da Kepler Weber, Anastácio Fernandes. A aposta da empresa para a Expointer será a nova linha de equipamentos para armazenagem de grãos KW Fazenda. Em busca de aumento na produção, a empresa também prepara as unidades para a segmentação da produção, a partir de outubro. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, será concentrada a produção de secadores, enquanto em Panambi, a de silos, transporte e máquinas de limpeza. A previsão é que sejam criadas 90 vagas, todas em Campo Grande.

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