Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) o milho fechou em nova queda de 0,80%, na sua sexta queda consecutiva, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Com o arrefecimento das encomendas de exportação, geradas pela falta de preços aceitáveis pelos agricultores nos vários estados, causando uma sobra confortável de matéria-prima no interior do país está pressionando há dias as cotações da B3. Nem mesmo a perspectivas de perda de parte da safra de milho nos três estados do Sul do país, que, por acaso, também são os maiores consumidores locais, está fazendo os preços subirem”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em queda no dia e no comparativo semanal: o vencimento março/23 fechou a R$ 90,78, queda de R$ 0,89 no dia e de R$ 1,73 na semana; maio/23 fechou a R$ 89,99, queda de R$ 0,89 no dia e de R$ 1,94 na semana; o vencimento de julho foi de R$ 87,71, queda de 0,04% no dia e R$ 1,71 na semana”, completa.
Em Chicago, a cotação de março fechou em nova queda de 0,59% ou $ 4,0/bushel a $ 677,25. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em queda de 0,71% ou $ 4,75 bushel a $ 663,25. “Os futuros de milho reverteram ganhos e fecharam em baixa nesta quinta-feira, pressionados pela alta do dólar, que favorece as exportações brasileiras e pelas chuvas na Argentina. Os dados de produção de etanol nos EUA limitaram a queda”, indica.
“O USDA anunciou uma venda de safra antiga de 195k MT para o México esta manhã. Indo para o relatório semanal do FAS, os comerciantes estimam que entre 250k MT e 800k MT de milho foram vendidos durante a semana que terminou em 1/12. Para a nova safra, as encomendas de milho devem ficar abaixo de 100k MT”, conclui.