Simpósio de Saúde Intestinal aponta necessidade de nova estrutura de produção

Agronegócio

Simpósio de Saúde Intestinal aponta necessidade de nova estrutura de produção

O Simpósio Internacional de Saúde Intestinal, do grupo IHSIG (Intestinal Health Scientific Interest Group) chega ao final hoje, em São Paulo
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O Simpósio Internacional de Saúde Intestinal, do grupo IHSIG (Intestinal Health Scientific Interest Group) chega ao final hoje, em São Paulo. O evento procurou traçar junto ao setor de produção de proteína animal uma série de análises sobre dois pontos-chave para a indústria: o uso racional de antibióticos e o papel da saúde intestinal para garantir a imunidade do plantel.

Um fato ficou claro: apesar de ainda não haver dados concretos sobre o resultado da ação de antibióticos usados na produção animal na saúde humana, a tendência à diminuição ao seu uso é clara e tem o apoio da sociedade, sendo uma demanda latente ao setor. 

É neste aspecto que entram os estudos sobre a importância da saúde intestinal. É no intestino que ocorrem a quebra e a absorção dos nutrientes e os animais precisam de um 'cenário ideal' para garantir, em um primeiro aspecto, sua imunidade e assim garantir sua eficiência produtiva. 

Aí entram aspectos que englobam o sistema produtivo como um todo, desde manejo, ambiência e nutrição. 
Godofredo Miltenburg, novo presidente do Congresso Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), destacou a importância da imuno-nutrição nesta realidade vivida pelo segmento agropecuário. "É fundamental que continuemos apoiando os estudos sobre nutrição e promovendo o intercâmbio de conhecimento. O Brasil não deve nada em termos nutricionais aos principais países do mundo. Nossa eficiência é comprovada e vamos seguir no desenvolvimento de aditivos que auxiliem na manutenção na imunidade animal, como aminoácidos industriais, enzimas, pré e probióticos, ácidos orgânicos, extratos herbais, etc.", disse. 

Outro ponto de destaque apontado por ele foi a relação da imunidade com o adequado manejo. "Aí destaco o stress calórico que precisa ser avaliado. O animal que está em uma temperatura ideal, sob cuidados de bem-estar, responderá positivamente, o que possibilita a diminuição ao uso de antibióticos de forma tranquila", explicou. 

BRF apresenta mudanças na sua produção 
Fabrício Delgado, Diretor Global de Qualidade da BRF, apresentou durante o evento a nova forma de atuação da empresa. "Decidimos enfrentar os desafios de frente, de forma clara e com transparência. Adotamos o uso mais racional de antibióticos e práticas mais alinhadas em nível mundial com nossa demanda também em relação ao bem-estar animal", destacou e completou: "Este foi um diferencial competitivo que buscamos, com ajuste difíceis no começo, com um 'aculturamento' de nossos parceiros integrados e fizemos com que ficasse clara a importância de cada um neste processo. Práticas de manejo e bem-estar garantiram os resultados, mesmo com a diminuição ao uso de antibióticos".

Fabrício Delgado, da BRF

O médico veterinário e diretor do Intestinal Health Scientific Interest Group (IHSIG) Filip Van Immerseel, avaliou que um dos principais objetivos do evento é antever alguns passos para a produção animal. "No futuro teremos de usar antibióticos de forma mais controlada e eficiente, conhecendo cada bactéria do TGI e combatendo-a diretamente", disse. "A imunidade animal começa pela abertura de conceitos e quebra de estruturas com vista a um avanço geral, que passa inclusive pelo bem-estar. É uma questão mais ética do que simplesmente econômica. Estes são aspectos de análise presente com impacto no futuro, dos quais não poderemos fugir".


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