Sinop (MT) inicia plantio simultâneo de algodão e milho
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Agronegócio

Sinop (MT) inicia plantio simultâneo de algodão e milho

A Fazenda Aeroporto já iniciou o plantio de algodão e milho na modalidade safrinha
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A Fazenda Aeroporto, em Sinop (MT), primeira a começar a colheita da soja no município, já iniciou o plantio de algodão e milho na modalidade safrinha. Dos nove mil hectares de toda a área da fazenda, em três mil será cultivado algodão, dois mil receberão grãos de milho e no restante será plantado milheto.

Conforme o gerente da fazenda, Roberto Negrini, a expectativa é de que até o final de março a colheita da soja, iniciada em 7 de janeiro, seja concluída. A produtividade média está entre 50 e 55 sacas por hectare, volume que repete a produtividade alcançada na safra passada. Fator que reafirma as primeiras previsões.

Conforme o Sindicato Rural de Sinop (SRS), as expectativas da produção de soja para o entorno e Sinop é aquém dos números de 2006. Entretanto, entretanto, segundo o presidente do sindicato, Antônio Galvan, a produtividade será melhor que a do ano passado por conta do controle de doenças que assolaram as lavouras de oleaginosas, como a mosca branca e ferrugem asiática. Outro fator que em anos anteriores causou perdas nas lavouras foi o excesso de chuvas.

Para Galvan, o avanço se deve à adoção do vazio sanitário em Mato Grosso, na entressafra de 2006, deve reduziu drasticamente a fonte da ferrugem para a safra 2006/07. No entanto, a redução de áreas plantadas de soja fará com que a produção seja menor que no ano passado. A probabilidade é de que a redução seja de 10 a 15%.

O trabalho de captação na Fazenda Aeroporto está sendo feito por 13 colheitadeiras e a safra está sendo levada aos armazéns por 20 veículos, entre caminhões e carretas. Diariamente a média de colheita é de dez mil sacas, num perímetro de 200 hectares.

Negrini destacou ainda que nesta safra o tempo tem proporcionado melhor aproveitamento, pois as precipitações, geralmente, são à noite, permitindo que o dia seja aproveitado para a colheita.

Assinalou também que a produção teve problemas com pragas em 30% da lavoura, índice que, segundo ele, não prejudica a produtividade dos grãos.

Outro detalhe apontado por Negrini é que nesta safra a fazenda não renovou ou ampliou a frota de maquinários, ao contrário de anos anteriores. Segundo o gerente, este é um dos reflexos da crise do agronegócio.

Região - Na região, quem saiu na frente foi a cidade de Nova Mutum, consolidado o primeiro município do Brasil a colher soja na safra 2006/07. As máquinas começaram a colheita em 22 de dezembro, na fazenda Ribeiro do Céu. Com a “poleposition”, Nova Mutum desbancou Lucas do Rio Verde, que, tradicionalmente era o primeiro município brasileiro a colher a oleaginosa.

A colheita em Nova Mutum surpreendeu a todos. A expectativa era de que os primeiros grãos começassem a ser colhidos na última semana de dezembro de 2006, em Lucas do Rio Verde, como acontecia tradicionalmente. Um dos donos da fazenda Ribeiro do Céu, Adriano Pivetta, explicou que a colheita foi adiantada visando a limpeza da área para o plantio do algodão.

Só na fazenda em Nova Mutum, Pivetta plantou 30 mil hectares de soja. Destes, 20 mil hectares foram ocupados com variedades precoces. O agricultor ainda plantou mais 45 mil hectares da oleaginosa em outras fazendas da região Norte. Com a marca de 75 mil hectares plantados, a família Pivetta é uma das maiores produtoras do Brasil, ao lado do governador Blairo Maggi. A expectativa de Pivetta é de que até o final de janeiro a colheita da soja precoce seja concluída.


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