APLICAÇÃO

Sistema monitora operação de aviões agrícolas

Objetivo é conciliar produtividade à mitigação do impacto ambiental
Por: -Leonardo Gottems
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Foi lançado no Brasil o Spray Plan, primeiro sistema de análise lançado no mundo para monitorar a operação de aviões agrícolas. De acordo com a desenvolvedora da ferramenta, a Dominus Soli, o objetivo é conciliar produtividade agrícola à mitigação do impacto de agroquímicos sobre o meio ambiente.

“O sistema Spray Plan diagnostica falhas registradas nas aplicações aéreas. Trata-se de um recurso que evita danos às culturas, amplia o potencial produtivo de lavouras e protege organismos vivos que não estão no alvo desses tratamentos, como as abelhas”, explica um dos sócios-diretores da empresa, Antonio Loures Soares Junior.

Segundo a desenvolvedora, o sistema Spray Plan gera laudos analíticos contendo índices quantitativos e qualitativos associados às aplicações aéreas. É possível avaliar, por exemplo, se os apontamentos de um determinado tratamento contratado pelo produtor rural junto a uma empresa de aviação agrícola foram de fato cumpridos pelo piloto na execução do serviço. 

“O sistema de análise permite planejar, avaliar e corrigir parâmetros como largura de faixa programada, aplicação efetiva, vazão, volumes de calda depositados fora de áreas planejadas, áreas não cobertas por produtos e aplicações sobrepostas. Pelo Spray Plan, também é possível controlar e redirecionar o volume de insumos utilizado”, complementa Loures.

O também sócio-diretor Marco Antonio Lino Junior reforça que “a identificação de erros ocorridos durante uma aplicação aérea ajuda o produtor a corrigir problemas graves atrelados à produção agrícola e a questões ambientais. Ancorado no sistema de análise, ele também reduz os custos de tratamentos e eleva sua expectativa no tocante à produtividade e à competitividade de sua lavoura”.

Segundo dados coletados pela Dominus Soli nos últimos dois anos, a adoção do sistema Spray Plan elevou a efetividade de cobertura dos produtos agroquímicos de 75% para 96% da área tratada. “Pelo tratamento aéreo convencional, em áreas onde são aplicados maturadores, notamos que ocorrem desperdícios de até 15% em volume de produtos, em virtude da ausência de controle sobre a quantidade de insumos entregue às aeronaves, por exemplo”, ressalta Antonio Loures.

Os executivos afirmam ainda que os produtores que não levam em conta padrões técnicos adequados aos tratamentos de lavouras por via aérea sofrem perdas de até 50% no volume de defensivos agrícolas utilizado, pela ocorrência de ‘deriva’, evaporação ou de condições climáticas desfavoráveis à execução da aplicação. 

“Quando não há controle desses apontamentos, ocorre também a perda da eficiência de agroquímicos. Há vários relatos de clientes que empregaram métodos convencionais para aplicar inseticidas e não controlaram por completo as pragas-alvo, além de terem potencializado o impacto de produtos sobre organismos que não eram alvos dos tratamentos”, assinala Marco Antonio Lino.

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