Sobe para R$ 140 milhões as perdas com a seca na Região da Campanha

Agronegócio

Sobe para R$ 140 milhões as perdas com a seca na Região da Campanha

Uma das grandes preocupações são os efeitos que serão sentidos na pecuária de corte
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Com o recebimento do relatório de mais um município, já subiu para R$ 140 milhões os prejuízos causados pela seca na região de Bagé. Os números foram informados ao secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, na quinta-feira (13), quando o secretário se reuniu com representantes de Pinheiro Machado, Piratini, Herval, Pedras Altas, Candiota, Hulha Negra, Bagé e Santana do Livramento.

Após visita a uma propriedade rural, em Hulha Negra, o secretário da Agricultura participou do encontro que ocorreu no Teatro Municipal de Pinheiro Machado. A reunião, que também contou com a presença do subchefe da Defesa Civil do Estado, major Oscar Moiano, serviu para que os prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, técnicos, lideranças regionais e cooperativas apresentassem um relato da situação atual na região.

Uma das grandes preocupações são os efeitos que serão sentidos na pecuária de corte nos próximos três anos. Na região, as chuvas estão abaixo da média histórica dos últimos 40 anos desde o mês de agosto do ano passado. A estimativa é de que o déficit médio gire em torno de 33%. "Estamos na época do entoure e, devido a falta de alimentos, pelo menos 50% das fêmeas não estão entrando no cio", explicou o agrônomo Erone Londero, do escritório regional da Emater. O técnico aponta que somente em Bagé esta situação irá causar um prejuízo de aproximadamente 31 milhões de reais. "Na próxima primavera nascerão a metade dos terneiros esperados", justifica. Há, ainda, 15% de perda corporal no rebanho.

Na agricultura, a situação também é dramática. No milho, houve redução de 60% na área prevista. No que foi plantado, a expectativa é de que ocorram perdas superiores a 50%. As lavouras de soja e sorgo apresentam uma redução média de 30%, mas Londero estima que poderão ultrapassar a 50%.

Outra situação que preocupa é a falta de água para o consumo humano. E, ainda, os problemas de saúde que começam a ser verificados, especialmente nos idosos e crianças, que apresentam problemas de vômitos e diarréias, como informou o médico Grabriel Lelis Junior, prefeito de Pedras Altas.

Encaminhamentos

Um dos resultados da reunião foi a proposta apresentada por Luiz Fernando Mainardi. O titular da Agricultura sugeriu que o Fórum de Combate aos Efeitos da Estiagem e Manejo das Águas, que reúne representantes de Aceguá, Candiota, Hulha Negra, Pedras Altas e Pinheiro Machado, lidere uma discussão regional para elaborar projetos de médio e longo prazo para enfrentamento das estiagens e incremento da produção agropecuária.

"O Governo do Estado quer liderar um grande movimento que aponte as demandas, elabore os projetos e busque os financiamentos necessários para a elaboração de uma política de estado para esta questão", informou Mainardi. Ainda conforme ele, nos tempos atuais não é mais possível continuar executando apenas políticas de convivência com as estiagens. "Precisamos de programas estruturantes, que resolvam as situações que vivenciamos nas últimas décadas e que apontem para um incremento da produção de forma sustentável econômica e ambientalmente", disse o secretário.

Os prejuízos

Segundo levantamento apresentado pelos municípios, as perdas econômicas na região, até o momento, são as seguintes:

Candiota - R$ 10 milhões
Herval - R$ 8 milhões
Pedras Altas - R$ 15 milhões
Bagé - R$ 33 milhões
Pinheiro Machado - R$ 10 milhões
Hulha Negra - R$ 9 milhões
Piratini - R$ 15 milhões
Livramento - R$ 40 milhões

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