Segue o drama da falta de chuvas de uma forma generalizada e consistente no estado do Rio Grande do Sul, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Com isso vão se acumulando relatos de estimativas de tamanho de safra, que vão desde 8,0 milhões de toneladas até no máximo 10,0 milhões de toneladas de soja. Em todas as praças, os melhores preços foram para fábricas”, comenta a consultoria.
“Todas as regiões do interior passaram por um dia de alta, os preços seguem sendo os mesmos na maioria das regiões, com as únicas exceções sendo Passo Fundo e Ijuí que ficaram abaixo a R$ 202,00. Nas regiões de Santa Rosa e Cruz alta os preços chegaram a R$ 206,00 ao se valorizarem respectivamente em 2,49% e 3,0%. No dia de hoje negócios pontuais foram vistos rodando, não se sabe exatamente de quanto, pois não houve reportes ao mercado, mas as médias têm estado nas 2.000 toneladas diárias”, completa.
Quedas expressivas e contínuas de até 2% foram vistas em Santa Catarina. “Mercado de SC segue sem energia para efetuar negócios com o produtor pedindo valores cada vez mais altos pela saca de soja. Após a existência de excelentes preços, mas a constante demanda por cada vez mais, o mercado recua em prêmios, que, somado às perdas do dólar e Chicago, causa fortes impactos no mercado que já recuou em R$ 12,00/saca. A princípio as vendas deviam começar nos R$ 200,00, mas quando chegou a isso, empurraram para R$ 203,00 e quando chegou a isso, já estavam pedindo R$ 210,00. Existem produtores já pedindo R$ 220,00, mas que obviamente, venderam nada ou muito pouco”, indica.
O Paraná tem dia de perdas no porto e queda de R$ 3,00/sac. “Após correções por parte da bolsa de Chicago, mercado perde força em especial nos polos mais exportadores, além disso, após a tentativa de empurrar preços fracassar os prêmios caíram fortemente. Por fim, é início de safra no PR mesmo com a quebra expressiva de safra, logo, há mercadoria disponível”, conclui.