Soja: mercado tem lucros em Chicago, mas preços sobem nos portos

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Soja: mercado tem lucros em Chicago, mas preços sobem nos portos

Preços da soja nos portos brasileiros tenta dar sequência à algumas ligeiras altas registradas nos últimos dias
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Preços da soja nos portos brasileiros tenta dar sequência à algumas ligeiras altas registradas nos últimos dias

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem recuando na sessão desta quinta-feira (18) em um movimento de realização de lucros. As posições mais negociadas, por volta de 11h45 (horário de Brasília), perdiam entre 14 e 16 pontos, com o setembro/16 cotado a US$ 10,16 e o novembro/16, referência para a safra americana, sendo negociado a US$ 10,00 por bushel.

Na contramão dessas baixas, os preços da soja nos portos brasileiros tenta dar sequência à algumas ligeiras altas registradas nos últimos dias e parte do apoio para esse movimento vem do câmbio. Nesta quinta, a moeda americana atua em campo positivo frente ao real. O movimento da divisa, entretanto, não era consistente, segundo especialistas.

No início da tarde, as referências em Paranaguá eram de R$ 83,50 no disponível e de R$ 81,50 no mercado futuro, onde subia 1,88%. Já em Rio Grande, o disponível subia 1,48% para R$ 82,50, enquanto o futuro tinha ganho de 1,89% para alcançar R$ 81,00 por saca.

Por volta de 11h50, a moeda norte-americana era negociada a R$ 3,226, subindo 0,45%. "(Autoridades do Fed) têm feito comentários mais 'hawkish', mas a ata de ontem foi cautelosa, não se comprometeu com um prazo. Isso deixa o mercado em uma encruzilhada, esperando mais comunicações oficiais", disse o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik em entrevista à agência Reuters.

Internamente, atenção ao futuro do ajuste fiscal do Brasil, à postura do Banco Central sobre o câmbio e, ao mesmo tempos, às especulações sobre o julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff, que se inicia no próximo dia 25 de agosto.

Bolsa de Chicago

Após sessões de boas altas já registradas pela commodity nesta semana, o mercado internacional passa por um movimento de correção técnica e ainda aguardando novidades, uma vez que já vem, há algumas semanas, absorvendo os conhecidos fundamentos de oferta e demanda. E realizam lucros ainda os futuros do farelo e do óleo, que também vinham subindo nos últimos dias, ajudando nas altas do grão.

Como explica o consultor de mercado Carlos Cogo, o mercado conta agora com pouco espaço para quedas muito acentuadas diante de uma oferta americana já precificada e, principalmente, pela demanda crescente pela oleaginosa. Assim, para o executivo, os preços devem encontrar um piso nos US$ 10,00 por bushel.

Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou seu boletim semanal de vendas de grãos para exportação e trouxe números fortes para a soja e derivados, porém, dentro das expectativas do mercado. Dessa forma, as informações foram insuficientes - ao menos neste pregão de correção técnica - de promover um alta.

Na semana encerrada em 11 de agosto, os EUA venderam 1.775,8 milhão de toneladas, enquanto a aposta dos traders variava de 1,6 milhão a 2,1 milhões de toneladas. Da safra 2015/16 foram 177,9 mil, 26% a menos do que na semana anterior, e coma maior parte destinada à China. As vendas do presente ano comercial já superam em 4% ao do ano passado, nesse mesmo período. Já as vendas da temporada 2016/17 foram de 1.597,9 milhão de toneladas e a maior parte adquirida por destinos não revelados.

Derivados - As vendas semanais de farelo de soja norte-americano somaram 313,2 mil toneladas, com 121,4 mil da safra velha e mais 191,8 mil toneladas da safra nova. Os principais compradores foram, respectivamente, destinos não revelados e as Filipinas. O mercado esperava um volume total, somando ambas as temporadas, de apenas algo entre 90 mil e 225 mil toneladas. Os EUA venderam ainda 3,9 mil toneladas de óleo de soja, enquanto as expectativas oscilavam entre 0 e 35 mil toneladas. Todo o volume referiu-se à temporada 2015/16 e o México foi o responsável pela compra da maior parte.

Por outro lado, o que vem chamando a atenção do mercado também, mais ainda sem muita força, são as chuvas fortes que chegam em determinados pontos do Meio-Oeste americano, especialmente na Louisiana, causando inundações em lavuoras. "Com isso, o apelo é de clima irregular e podendo trazer limitação na produtividade", explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

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