Soja: retorno da China às compras entra no radar nesta semana
Clima no Brasil pode abrir espaço para prêmio em Chicago
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O mercado da soja terá uma semana marcada pelo relatório WASDE do USDA, pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelo retorno da China às compras após o feriado da Golden Week. Segundo dados divulgados pela Grão Direto na análise “Direto do Campo”, desta segunda-feira (5), o clima no Brasil também deve ganhar peso na formação das cotações.
O principal destaque da semana será a divulgação do relatório WASDE do USDA, prevista para sexta-feira, 9 de outubro. O mercado estará atento a uma possível revisão para baixo da produtividade projetada para a soja nos Estados Unidos, após os efeitos da seca registrada em agosto ficarem mais evidentes durante a colheita. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, uma eventual redução da produtividade pode diminuir a estimativa de produção norte-americana e oferecer algum suporte aos preços.
O avanço da colheita de soja nos Estados Unidos deve continuar pressionando os preços na Bolsa de Chicago nesta semana. À medida que os trabalhos de campo avançam e o volume colhido se aproxima de 30% a 40% da área, aumenta a disponibilidade física de grãos no mercado.
Esse movimento amplia o fluxo de soja para armazéns, esmagadoras e terminais de exportação. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, a maior oferta no curto prazo pode limitar a reação das cotações. A pressão tende a ser maior enquanto a demanda externa não apresentar força suficiente para absorver o aumento da disponibilidade.
A demanda asiática é apontada como o principal pilar de sustentação das cotações globais da soja. No entanto, o início da Golden Week, na China, reduziu significativamente as atividades comerciais e portuárias. Com isso, o ritmo de compras na Bolsa de Chicago perdeu força durante o feriado.
Agora, o mercado deve acompanhar o retorno dos importadores chineses às compras. A atenção estará voltada principalmente para uma possível retomada mais agressiva da demanda. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, esse movimento será importante para sustentar as projeções de exportação do USDA e ajudar a absorver a ampla oferta norte-americana.
O avanço do plantio de soja na América do Sul será outro fator importante para o mercado nas próximas semanas. As condições climáticas terão papel central nesse processo. Chuvas regulares e bem distribuídas em regiões produtoras como Mato Grosso e Paraná tendem a favorecer o ritmo das semeadoras e melhorar a umidade do solo. Esse cenário contribui para uma implantação mais rápida das lavouras e reduz preocupações relacionadas ao início do ciclo.
Por outro lado, um bloqueio atmosférico que provoque falta de chuvas em áreas relevantes pode mudar as expectativas do mercado. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, os contratos futuros de soja na CBOT podem incorporar prêmios climáticos caso haja necessidade de replantio ou atraso significativo no calendário agrícola. Com a oferta da nova safra norte-americana cada vez mais definida, a evolução do clima sul-americano tende a ganhar importância crescente na formação dos preços.