Soja ainda pode dar lucro ao produtor

Agronegócio

Soja ainda pode dar lucro ao produtor

Mesmo com a queda de 40% no valor da soja, o agricultor poderá recuperar parte dos prejuízos
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Mesmo com a queda de 40% no valor da soja, que caiu dos R$ 50 pagos pela sacas de 60 quilos no ano passado para os R$ 30 atuais, o agricultor poderá recuperar parte dos prejuízos, com rentabilidade situando-se entre 10% e 15%, segundo estimativa de Vilmar Sebold, vice-presidente da Cooperativa Agropecuária e Industrial de Mandaguari (Cocari). Sebold, que participou ontem do 3.º Encontro Regional da Soja, na 45.ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, reconhece que a situação do sojicultor é difícil no momento, porque, além da queda no preço da commodity, houve a quebra de produção em torno de 20%. “Vendendo toda a produção, o agricultor consegue pagar as contas”, comentou.

Mas para a safra 2005/06, há boas possibilidades de recuperação de parte dos preços do produto, que pode voltar ao seu preço histórico, entre US$ 11 e US$ 12 a saca de 60 quilos, aliado à redução do custo de produção em torno de 20%. Com este cenário, a lucratividade do produtor vai se situar entre 10% e 15%, disse. Descarta, porém, a reedição da euforia que ocorreu no ano passado quando o preço superou os R$ 50, proporcionando ganhos acima de 100%. “O que se viu no ano passado ocorre esporadicamente”, avisa, lembrando de 1974, 1978 e 1988, quando o valor da oleaginosa alcançou valores bem expressivos. Sebold lembrou, porém, que para a soja alcançar valores acima do preço histórico é preciso a coincidência da quebra da safra brasileira, o que ocorreu; a da Argentina, que não se confirmou, e a da safra norte-americana, que está em fase de plantio.

Café

Até o dia 31 de agosto, por força de decreto presidencial que determinou o contingenciamento dos recursos da administração direta, os R$ 12 milhões que seriam destinados à pesquisa com café no país estão congelados. A medida atinge 40 instituições de pesquisa de 12 estados que recebem recursos do Funcafé, gerenciados pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento da Cafeicultura. O presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Onaur Ruano – que participou ontem da exposição em Londrina – teme por sérios prejuízos à pesquisa caso o contingenciamento seja mantido. O Iapar, por exemplo, deixará de receber R$ 1 milhão, o que pode comprometer principalmente o desenvolvimento de novas variedades.


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