Soja cai 24% desde relatório do USDA
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Agronegócio

Soja cai 24% desde relatório do USDA

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O último relatório de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) continua a ecoar no mercado. Com uma produção norte-americana estimada em 80,7 milhões de toneladas e o clima perfeito para o plantio, as cotações da soja desabaram no mercado internacional. Desde o levantamento do USDA, divulgado em 12 de maio, as cotações da soja caíram 24,2% na bolsa de Chicago. Nos últimos doze meses, a queda acumulada é de 24,8%.

Outro fator baixista, que promete ser resolvido nos próximos dias, é o embargo da China contra a soja brasileira, contaminada pela presença de sementes - as sementes são tratadas com um fungicida impróprio para consumo humano.

No campo, o produtor brasileiro faz as contas para saber o momento certo de vender a safra, pagar o financiamento com o banco e já planeja as compras de sementes e insumos para o plantio da safra 2004/05. De acordo com analistas, este deve ser mais um ano rentável para o sojicultor, ainda que os ganhos dificilmente se comparem aos auferidos nos últimos três anos agrícolas.

De agora em diante, o mercado internacional - e conseqüentemente o brasileiro também - deve oscilar ao sabor dos mapas climáticos nos Estados Unidos, onde a safra está sendo plantada.

Milho

Os preços futuros do milho em Chicago poderão subir pela segunda semana consecutiva, com a previsão de tempo chuvoso no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

De acordo com meteorologistas, o clima deve continuar úmido até junho, trazendo ameaças de enchentes e um dano potencial às lavouras. Os EUA esperavam colher safra recorde de milho neste ano.

Com a expectativa de clima desfavorável, oito entre quatorze analistas do mercado agrícola, comerciantes de grãos, traders e gerentes de fundos de commodities, pesquisados na sexta-feira, aconselharam indústrias e criadores a comprar milho. Na semana passada, o preço subiu 5,8%, para 297,25 centavos de dólar o bushel, ou US$ 7 a saca. "Será muito difícil obter colheitas recordes este ano, devido aos campos perdidos e às chuvas", disse Gregg Hunt, analista de grãos na Fox Investments, em Chicago.


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