Na Bolsa de Chicago a soja fechou em baixa por receio de retração de demanda, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O contrato de soja para março23 fechou em baixa de -0,86% ou $ -13,00 cents/bushel a $ 1500,00”, comenta a consultoria.
“A cotação de maio23, que já está sendo negociada no Brasil, fechou em baixa de -1,05%, ou $ -15,75 cents/bushel a $ 1491,25. A cotação de maio24 fechou em baixa de -1,13% ou $ -15,25 cents/bushel a $ 1336,75. O contrato de farelo de soja para março fechou em baixa de -1,32% ou $ -0,10/ton curta $ 492,2 e o contrato de óleo de soja para março fechou, em baixa de -1,35% ou $ -0,76/libra-peso a $ 55,34”, completa.
A soja foi à commodity mais afetada pela crise financeira no sistema bancário americano. “O mercado ficou assustado com a situação e tenta avaliar possíveis implicações de demanda por alimentos e combustíveis, dois fatores fundamentais para a soja. Houve zero entregas contra o farelo de março mais uma vez, com o mais antigo datado de 27 de fevereiro. Foram 20 contratos assinados contra o óleo de soja de março, todos interrompidos por um cliente da Dorman. Um cliente do JPM fechou 50 contratos contra soja de março, com a Bunge no final de todos eles”, indica.
“O relatório semanal de inspeções de exportação do USDA mostrou embarques de soja de 618.803 MT (22,74 mbu) durante a semana encerrada em 9/3, alta de 12,02% em relação à semana passada, mas ainda caiu 22,5% em relação à mesma semana do ano passado. A China foi o principal destino com 152.800 MT, com o México (127.391 MT) e a Alemanha (126.625 MT) lutando pelo segundo lugar. As inspeções de exportação acumuladas no ano são agora de 43.329 MMT (1.592 bbu), o que é 2,5% maior vs. Ano passado”, conclui.