Ao contrário da semana passada, na segunda-feira houve raras ofertas e negócios para a soja no Rio Grande do Sul, segundo a TF Agroecinômica. “Mercado segue volátil, de olho no clima americano e nos resultados do Crop Tour, que posicionaram o tamanho da safra americana para 123,42 mi/tons, acima do USDA. Durante o pregão de hoje, mercado esteve predominantemente em baixa, perdendo as altas de sexta-feira", comenta.
“Tradings e fábricas disputam lote a lote as ofertas que aparecem. No interior, Fábricas e trading disputaram em condições iguais as raras ofertas que havia. R$ 185,00 FOB Cruz Alta para meados de setembro, recuo de R$ 2,00/saca. R$ 185,00 FOB Passo Fundo para meados de setembro, recuo de R$ 1,50/saca. R$ 184,00 FOB Ijuí para meados de setembro, recuo de R$ 2,00/saca. R$ 183,00 FOB Santa Rosa e São Luiz Gonzaga para meados de setembro, recuo de R$ 2,00/saca”, completa.
Quedas expressivas e nada de negócios tomam conta de Santa Catarina. “Porto de São Francisco do Sul em Santa Catarina marca queda de R$ 6,50/saca, levando o preço a R$ 187,00 para 30/09. Até o momento essa foi a região mais afetada pelas variações do dia, o que impediu totalmente que ocorresse qualquer negociação. Houve momentos melhores onde o preço do porto catarinense se manteve em R$ 189,00, mas ainda era consideravelmente abaixo das ideias do vendedor e nada foi feito nesses pontos também”, indica.
O Paraná começou uma nova semana e o mercado segue sem mudanças expressivas por parte da sua força motriz. “Os aspectos que ditam o fluxo do mercado no Brasil para regiões principais seguem sendo o mercado exportador e por conta disso a relevância da volatilidade de Chicago e dólar segue sendo alta”, comenta.
“Com a divulgação de novas informações a respeito da produtividade norte-americana o mercado responde rapidamente com uma perda de valor em Chicago (espera-se maior oferta) e o dólar responde não apenas a uma perda por parte de seu país de origem, mas também a um bom posicionamento do real que se recupera junto com as commodities em termos de movimentos exportadores”, conclui.