Soja Inox: Rompendo fronteiras

Agronegócio

Soja Inox: Rompendo fronteiras

Novas gerações da Inox estão sendo desenvolvidas pela Fundação MT
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Cultivar resistente à ferrugem teve sua eficácia comprovada em outros estados e também nos EUA. Novas gerações em teste

Lançada na safra 2008, em Mato Grosso, a soja Inox – cultivar resistente à ferrugem asiática da soja desenvolvida para minimizar os custos das lavouras – rompe fronteiras e faz sucesso em outras regiões do país, onde pesquisadores testaram a tecnologia 100% mato-grossense e aprovaram. A eficácia da soja Inox foi comprovada até fora do Brasil, pelo National Soybean Reserch Laboratory, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Pesquisadores deste conceituado laboratório testaram e aprovaram a potência das cultivares TMG 801 e da TMG 803 (variedades Inox).

Em Mato Grosso, os produtores já conhecem esta tecnologia. Quem usou, garante que elas dão segurança para o controle da ferrugem, tem alto potencial produtivo, reduz custo de produção, aumenta a capacidade de pulverização, possibilita a menor pressão de utilização de tratores, colheitadeiras e plantadeiras e inibe o número de aplicações de fungicidas, aumentando a rentabilidade do produtor.

De acordo com o agrônomo Sérgio Suzuki, superintendente da Tropical Melhoramento & Genética (TMG) para a região do Cerrado – que desenvolveu a tecnologia em parceria com a Fundação Mato Grosso (FMT) - a primeira geração da soja resistente à ferrugem começou a ser plantada em outubro de 2009 e reduziu notavelmente os prejuízos causados pela doença nas lavouras de Mato Grosso.

Já está em desenvolvimento a segunda geração da tecnologia, que vai combinar dois genes diferentes de resistência atuando juntos. E encontra-se também em fase de desenvolvimento a terceira geração da tecnologia, que vai combinar dois genes de resistência com um gene de tolerância.

Aprovada em Mato Grosso e na Bahia – aonde se chegou a obter uma produtividade de até 90 sacas por hectare - a variedade Inox chega à região Sul do país na safra 11/12 com a expectativa de aumentar a rentabilidade dos sojicultores. “A tecnologia estará disponível primeiramente aos produtores de sementes do Paraná e Rio Grande do Sul. Depois, será disponibilizada aos produtores de grãos. Acreditamos que vamos ter um volume [de sementes] suficiente para atender estes novos mercados em 2012”, frisa Suzuki.

NO CAMPO - Na safra 10/11, a Inox ocupou uma área de aproximadamente 150 mil hectares, em Mato Grosso, com a produção chegando a 540 mil toneladas – produtividade média de 60 sacas por hectare. A sojicultura ocupou nesta temporada mais de 6,4 milhões de hectares no Estado.

Segundo Sérgio Suzuki, além de ser resistente à ferrugem, a soja Inox apresenta excelente potencial produtivo, possibilita maior janela de plantio, controle de doenças e, consequentemente, maior janela de colheita. “A produtividade, juntamente com o esforço na redução dos custos de produção, é e continuará sendo o principal fator de lucratividade na atividade rural”, afirma o pesquisador.

Ele explica que as variedades de soja Inox TMG 801 e TMG 803 têm como principais características a resistência ao fungo causador da ferrugem da soja – o Phakopsora pachyrhizi - e boa adaptação às condições do cerrado brasileiro, permitindo uma diminuição no número de aplicações de fungicidas na cultura da soja e, como conseqüência, uma diminuição no custo de produção.

“Além disso, a soja Inox dará ao produtor maior tranqüilidade e flexibilidade no controle da ferrugem, possibilitando uma maior janela de aplicação de fungicidas, podendo também aumentar a longevidade dos fungicidas utilizados no controle da doença”, explica o pesquisador.

Para o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Luiz Nery Ribas, a soja Inox é uma grande ferramenta dos produtores e a tendência é a utilização em escala cada vez maior desta variedade. Segundo ele, a soja Inox – além da sua forte resistência à ferrugem – “significa mais produtividade, redução de custos e ainda contribui com o meio ambiente, pois ela diminui o uso de agroquímicos no processo produtivo”.

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