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Soja perde força em Chicago e produtores reduzem vendas

otações da soja, do farelo e do óleo operam em queda na Bolsa de Chicago nesta quarta


Foto: Seane Lennon

As cotações da soja, do farelo e do óleo operam em queda na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (21), em um movimento de desvalorização que atinge todo o complexo da oleaginosa. Segundo análise feita pela Grão Direto, a pressão sobre os preços ocorre mesmo após a confirmação de uma venda de soja dos Estados Unidos para a China pelo Departamento de Agricultura norte-americano (USDA), divulgada na terça-feira (20). Apesar da operação, o mercado encerrou a sessão anterior em território negativo, em meio às preocupações com a oferta abundante.

A Grainsights, a inteligência de mercado da Grão Direto, aponta que o cenário de preços pressionados também se reflete nas negociações brasileiras. Em Formiga, no sudoeste de Minas Gerais, a soja FOB com referência para novembro de 2026 encerrou a terça-feira cotada a R$ 139,33 por saca, acumulando uma queda de R$ 4,21 por saca na semana. Mesmo com a desvalorização, a praça manteve basis positivo de R$ 0,55 por saca em relação à paridade de exportação.

A comercialização no mercado físico brasileiro segue em ritmo reduzido, mas apresenta diferenças entre as regiões produtoras. O levantamento da Grainsights identificou maior atividade no sul do Rio Grande do Sul, onde os produtores realizaram negociações mesmo diante da queda nas cotações. Em Minas Gerais, houve operações pontuais no Triângulo Mineiro e no sudoeste do estado, enquanto São Paulo registrou pouca movimentação. Em Mato Grosso e Goiás, o mercado permaneceu praticamente parado, sem volume relevante de negócios.

Além das oscilações nos preços, o avanço da semeadura da safra brasileira de soja chama a atenção. O plantio atingiu 30,1% da área prevista, quase o dobro do percentual registrado uma semana antes e acima do ritmo observado no mesmo período de 2025. O cenário nacional, entretanto, apresenta diferenças regionais. No Paraná, o excesso de chuvas tem provocado atrasos nos trabalhos de campo, com solos encharcados dificultando a entrada de máquinas e a continuidade da semeadura em diferentes localidades.

No mercado internacional, a análise da Grainsights destaca que a compra de soja norte-americana pela China não foi suficiente para sustentar os preços em Chicago. A queda simultânea das cotações do grão e de seus derivados ocorre em um ambiente de ausência de novidades positivas para o mercado. No Brasil, a desvalorização do câmbio também aparece entre os fatores acompanhados, em um momento de menor disposição dos produtores para avançar nas vendas.

Outro ponto de atenção é o segundo turno da eleição presidencial brasileira, marcado para domingo (25). Conforme a análise, o resultado poderá provocar movimentações no câmbio e influenciar os prêmios de exportação da soja. Enquanto isso, a comercialização permanece limitada na maior parte das regiões monitoradas, com o sul gaúcho se destacando pela maior atividade e o mercado de Mato Grosso apresentando baixa participação nas negociações.

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