Soja piora nos EUA e segura preços
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Imagem: Nadia Borges

CONCORRENTE E PARÂMETRO

Soja piora nos EUA e segura preços

Índice de lavouras Boas ou Excelentes caiu novamente
Por: -Leonardo Gottems
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A soja e o milho operaram em alta durante toda a sessão desta segunda-feira na Bolsa de Chicago, fechando o dia com o milho liderando o movimento positivo, aponta a Consultoria ARC Mercosul. “O clima ainda seco durante esta semana nos Estados Unidos mantém expectativas de piora na qualidade da safra do país, o que deve manter cotações sustentadas nos próximos dias”, projetam os analistas. 

“Conforme prevíamos desde a semana passada, o índice de lavouras Boas ou Excelentes caiu novamente nos EUA, passando de 69% para 64% no milho e de 72% para 69% na soja. No Brasil, mesmo com o dólar em leve queda hoje, não houve espaço para baixas nos preços internos, que seguem crescentes diante da demanda contínua nas principais praças do país”, complementam. 

De acordo com a equipe da ARC, o ritmo de exportações de soja permanece aquecido. Por outro lado, no milho os embarques até o momento justificam a manutenção de exportações totais de 34 milhões de toneladas neste ano comercial, que se encerra em Jan/21.

CLIMA

Ainda de acordo com a ARC Mercosul, as atualizações dos principais modelos climáticos seguem apontando tempo seco nas principais regiões norte-americanas ao longo desta semana: “No coração do Cinturão Agrícola, especialmente nos estados de Iowa e Illinois, acumulados de no máximo 12 milímetros são esperados até sexta-feira, o que mantém o déficit hídrico na região. A partir do próximo sábado as condições melhoram, especialmente em função da chegada de duas tempestades tropicais na região do Golfo americano, que devem empurrar a umidade mais ao norte do país, melhorando o cenário de chuvas no Meio-Oeste”. 

“A safra já está em estágio avançado de desenvolvimento e os efeitos negativos do tempo seco serão mais impactantes as lavouras de soja neste momento. Diante disso, as cotações devem se manter sustentadas no curto prazo, mas a próximidade da colheita deve pesar sobre os preços em Chicago a partir de meados de Setembro. Na América do Sul, o que preocupa neste momento é a falta de chuvas na Argentina, fato que já reduz drasticamente a qualidade das lavouras de trigo do país”, concluem os analistas.


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