A soja recuou forte pelo terceiro dia consecutivo na Bolsa de Chicago, por melhora no clima, enquanto farelo e óleo caíram, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O contrato de soja para agosto fechou em nova queda de 1,93% ou $ 28,0 cents/bushel a $ 1421,0”, comenta.
“A cotação de maio23, que já está sendo negociada no Brasil, fechou em queda de 1,96%, ou $ 26,25 cents/bushel a $ 1314,75. O contrato de farelo de soja para agosto fechou em queda de 0,39% ou $ 1,7/ton curta a $ 434,85 e o contrato de óleo de soja para agosto fechou em nova forte queda de 2,30% ou $ 1,38 libra-peso a $ 58,65”, comenta.
Enquanto isso, o Dólar sobe 0,65% com queda das commodities e riscos locais. “O dólar escalou mais uma vez no mercado doméstico e esboçou fechar acima da linha de R$ 5,50, em meio a aumento da demanda por posições cambiais defensivas. O dia foi marcado por tombo dos preços das commodities e renovadas preocupações com o fôlego da economia global, na esteira da decisão do Banco Central Europeu (BCE) de elevar as taxas de juros em 50 pontos-base, acima do consenso do mercado, de 25 pontos- base. Foi o primeiro aumento de juro desde 2011 na zona do euro, cuja taxa anual de inflação ao consumidor atingiu nível recorde de 8,6% em junho”, indica.
“Segundo analistas, além do ambiente externo conturbado, a busca pelo dólar (para hedge ou pura especulação) é alimentada em parte pelos riscos político-institucionais domésticos às vésperas do início oficial da corrida eleitoral. Mesmo com dados positivos de arrecadação corrente, há também percepção de aumento do risco fiscal, uma vez que não se sabe de onde virá o dinheiro para manter isenções tributárias e benefícios sociais em 2023”, conclui.