ANÁLISE AGROLINK

Soja retoma viés altista após realização de lucros

China e os EUA devem retomar as negociações comerciais na semana que vem
Por: -Leonardo Gottems
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O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na segunda-feira (08.05) uma alta de 8,75 centavos (2,4%) de Dólar no contrato de Julho/18, fechando em US$ 10,2025 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 7,50 e 9,00 pontos.

O mercado norte-americano da soja fechou a sessão com ganhos nos principais contratos futuros, esboçando uma reação após as fortes perdas com tomada de lucros do dia anterior. De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, isso ocorreu por ideias de sobrevenda a curto prazo e um relatório de que a China e os EUA retomarão as negociações comerciais na semana que vem em Washington. 

“O mercado de farelo recuperou um pouco do papel de liderança com sua modesta alta na terça-feira. A Argentina continua com uma série de indefinições com sua safra curta, questões trabalhistas e problemas de carregamento. Somando-se a tudo isso, está a umidade excessiva que ocorre nas áreas que estão prontas para a colheita. O óleo de soja não ajudou na terça-feira, uma vez que retomou seu papel fraco no complexo”, diz o analista Luiz Fernando Pacheco. 

De acordo com a Consultoria AgResource, as novidades sobre os embates comerciais dão suporte aos preços na CBOT: “O presidente Trump está disposto a abrir nego­ciações diretas com o presidente Xi. Ainda não há nenhuma confir­mação de que acordos estão sendo desenhados, e o cenário continua o mesmo após a conclusão das reuniões de Beijing, na última sexta-feira, dia 4. Por outro lado, a abertura da possibilidade de novas negociações colo­ca um sentimento positivo para a especulação. Não há indicativos de que nenhum das nações envolvidas irá ceder em seu posicionamento, porém são passos dados em direção à um melhor relacionamento entre os EUA e China”. 

“O lado asiático deste embate continua ameaçando a retaliação nos produtos agrícolas de origem estadunidense. Tal pragmática medida coloca pressão sobre Trump, uma vez que bancada ruralista no Governo americano possui alto poder de influência; e foi grande responsável por sua eleição à presidência. Nos campos estadunidenses, o plantio da soja segue altamente favorável. Até este último domingo, 15% da área estima­da foi semeada, contra 13% em 2017 e 13% de média nos últimos 5 anos”, concluem os analistas da ARC. 

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