Soja segue em queda no Brasil

MERCADO FÍSICO

Soja segue em queda no Brasil

Estrangeiros, projetam moeda brasileira mais forte, com cotação a 3,60 Reais até o final do ano
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quarta-feira (27.02) com preços médios da soja caindo 0,40% sobre rodas nos portos, para R$ 77,87. No interior a queda foi de 0,67%, para R$ 72,89/saca. 

Com isto, os ganhos da soja em fevereiro caíram para 1,02% nos portos e 0,89% no interior. Trata-se da quarta queda consecutiva, aponta o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco. Segundo ele, o movimento é resultado do “Dólar caindo 0,38%, Bolsa de Chicago caindo 0,03% e os prêmios nos portos brasileiros recuando 15 cents para março, 7 cents para abril, mas aumentando 7cents para junho”.
 
“O Morgan Stanley publicou relatório nesta quarta-feira citando pesquisa com cerca de 100 clientes brasileiros e estrangeiros, que veem a moeda brasileira mais forte, com a cotação do Dólar a 3,60 Reais até o final do ano, sendo que os estrangeiros se mostraram um pouco mais otimistas”, aponta Pacheco.

FUNDAMENTOS

As chuvas intensas continuam se concentrando no Centro-Norte do Brasil, nestes próximos cinco dias, enquanto que o Extremo Sul do país, todo o Paraguai e toda a Argentina passa por um cenário árido, aponta a Consultoria AgResource: “As leituras até o dia 4 de março trazem uma ótima convergência entre os principais modelos de previsões: americano (GFS) e europeu (ECM)”. 

“Entretanto, a volta das precipitações sobre a Argentina não se torna um evento hegemonicamente projetado. O modelo americano traz índices pluviométricos entre 15-70mm sobre a Argentina e Sul do Paraguai, na segunda semana de março. Além do mais, durante o mesmo período, as chuvas são mantidas para o Centro do Brasil, mantendo a umidade do solo em níveis saudável para o contínuo desenvolvimento da safra de inverno na região. Até o momento, não há preocupações agressivas para o milho de safrinha brasileiro”, conclui a ARC.


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