Os preços da soja nos portos brasileiros encerraram a quinta-feira (29) nos maiores níveis da semana, com destaque para Santos (SP), onde a referência FOB alcançou R$ 165,62 por saca, acumulando alta de R$ 8,00 em relação ao fechamento da semana anterior. Segundo análise feita pela Grão Direto, a valorização ocorreu em um cenário de prêmios de exportação elevados, enquanto a Bolsa de Chicago apresentava desempenho semanal negativo no encerramento de outubro.
A Grainsights, a inteligência de mercado da Grão Direto, registrou avanço de R$ 1,49 por saca em Santos na comparação diária. No porto de Rio Grande (RS), a soja FOB encerrou a quinta-feira cotada a R$ 163,46 por saca, com valorização de R$ 1,46 no dia e ganho acumulado de R$ 7,84 na semana. Santos apresentou a maior alta semanal entre as duas referências, com valorização R$ 0,16 por saca superior à observada no porto gaúcho.
O movimento também foi observado no interior do Paraná. Em Jundiaí do Sul, a soja FOB para novembro de 2026 atingiu R$ 146,96 por saca, aumento de R$ 1,25 em relação à quarta-feira (28) e de R$ 3,40 frente ao fechamento da semana anterior. O levantamento da Grainsights apontou basis positivo de R$ 1,23 por saca na região, relacionado ao acesso ao corredor de exportação de Paranaguá e à valorização dos prêmios nos mercados de embarque.
Ainda de acordo com a Grainsights, apesar das altas no mercado brasileiro, a Bolsa de Chicago caminhava para encerrar outubro com resultado semanal negativo, sob pressão do encerramento de posições dos grandes fundos no último pregão do mês. O contraste entre os preços portuários e a referência internacional marcou o fechamento de quinta-feira, com os prêmios de exportação oferecendo sustentação às cotações brasileiras.
Outro fator acompanhado pelo mercado nesta sexta-feira (30) é a valorização do petróleo, associada às notícias de intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã. As informações da Grainsights apontam que o movimento da energia pode oferecer suporte ao complexo de grãos por meio de sua relação com os biocombustíveis, em um momento de pressão sobre os preços negociados em Chicago.
O encerramento do pregão de outubro na bolsa norte-americana permanece como uma das principais referências para o mercado. A análise divulgada pela Grainsights considera que a continuidade das perdas em Chicago pode ampliar a pressão sobre a soja na abertura de novembro, enquanto a valorização do petróleo representa um possível fator de sustentação. No Brasil, os prêmios de exportação encerraram a quinta-feira nos maiores níveis da semana, em um cenário de câmbio acima de R$ 5,37.