Sojicultores de SC comemoram a liberação para o comércio de transgênico


Agronegócio

Sojicultores de SC comemoram a liberação para o comércio de transgênico

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Muitos produtores catarinenses que plantaram soja transgênica comemoraram a publicação da medida provisória que libera a comercialização do produto. Agora, eles estão informando sobre a soja modificada geneticamente para os cerealista e cooperativas que recebem o produto. Um produtor de Ouro Verde, que já colheu 2 mil sacas de soja transgênica, disse que começou a informar ontem que sua soja é modificada geneticamente nos locais onde entrega o produto.

O agricultor começou a colher na segunda-feira e as primeiras cargas foram encaminhadas sem a diferenciação. Ele afirmou que se o governo não liberasse a comercialização, as produções convencional e transgênica acabariam se misturando. O produtor ficou mais tranqüilo com a decisão, pois saiu de uma clandestinidade de cinco anos. “Agora estamos jogando limpo”, comemorou. Ele começou a plantar soja transgênica em 1998, com sementes provenientes do Rio Grande do Sul, e já testou mais de 15 espécies. As que melhor se adaptaram são a Mercedes e a 8100. A expectativa de colheita é de 60 sacas por hectare, cerca de 10% superior a uma lavoura convencional.

O produtor deve colher 5 mil sacas de soja transgênica, em 80 hectares. Ele também plantou 40 hectares de soja convencional para o caso de algum imprevisto. O agricultor disse que partiu para a semente modificada em virtude da redução nos custos. Como a semente transgênica tem um gene resistente a herbicida, a aplicação de agrotóxico pode ser feita em apenas uma vez, contra duas ou três na lavoura convencional. Além disso, o preço que está sendo pago em cooperativas ou cerealistas é o mesmo da soja comum.

O produtor de Ouro Verde disse que existem várias lavouras na região, mas que a maioria dos produtores prefere não falar, por medo de represálias judiciais. Ele avalia que a região Oeste tenha 30% de soja transgênica, mas que no restante do Estado deve ser inferior a 20%. A expectativa dos produtores é de que até o próximo ano ocorra uma liberação definitiva do plantio de soja transgênica, pois a pressão deve ser muito grande sobre o Congresso. O agricultor disse que vai avaliar se vai cultivar lavouras clandestinas caso a proibição de plantio seja mantida para o próximo ano.


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