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Solubilização e mineralização têm mecanismos distintos

Estudos citados por Gonçalves reforçam que esse potencial varia entre cepas


Estudos citados por Gonçalves reforçam que esse potencial varia entre cepas Estudos citados por Gonçalves reforçam que esse potencial varia entre cepas - Foto: Pixabay

O uso de microrganismos para ampliar a disponibilidade de fósforo às plantas exige distinguir processos que atuam sobre diferentes formas do nutriente no solo. Segundo Leandro Simões Azevedo Gonçalves, professor da Universidade Estadual de Londrina, a solubilização e a mineralização do fósforo são mecanismos distintos e podem ser identificados a partir de funções presentes no genoma de Bacillus.

Na solubilização, o alvo principal é o fósforo inorgânico retido em formas pouco solúveis, associado a cálcio, ferro ou alumínio. Genes como gdh, lpd, aceE, aceF, maeB e dlp participam de rotas metabólicas ligadas à acidólise, com produção de ácidos orgânicos e liberação de prótons. O processo pode reduzir o pH e complexar cátions, favorecendo a liberação de fosfato.

Já a mineralização depende da degradação enzimática de compostos orgânicos de fósforo. Nesse caso, phoA e phoD codificam fosfatases, glpQ atua sobre glicerofosfodiésteres e phy/phyC está relacionado à degradação do fitato. O sistema PhoP–PhoR coordena parte da resposta à deficiência de fósforo, enquanto pstSABC está ligado à captação do fosfato liberado.

Estudos citados por Gonçalves reforçam que esse potencial varia entre cepas. Acho-Vasquez et al. analisaram 10.839 genomas de Bacillus e observaram ampla distribuição de genes ligados ao metabolismo de fósforo. Já Thaqi et al. identificaram estratégias diferentes em B. velezensis DSM 23117 e B. licheniformis COM1, com respostas em ritmos e vias metabólicas distintas.

A presença dos genes, porém, indica potencial e não garante desempenho agronômico. A eficiência de um bioinsumo também depende de expressão, colonização, persistência e competição na rizosfera, além da capacidade de mobilizar a fração de fósforo necessária onde a planta pode aproveitá-la.


 

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