Stephanes cobra participação da Vale na exploração de fertilizantes

Agronegócio

Stephanes cobra participação da Vale na exploração de fertilizantes

A Vale tem concessão de 20 anos e explorou, segundo Stephanes, apenas uma das três minas que estão sob seu controle
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Brasília - O governo adotou uma postura mais dura, de cobrar empresa por empresa, o cronograma de exploração de jazidas de fertilizantes para tornar o País exportador e não importador do produto. A afirmação é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que se reuniu na quinta-feira (06-08) com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

De acordo com Stephanes, os prazos apresentados pelas companhias até o momento já somam investimentos de R$ 4,5 bilhões. Uma das empresas chamadas para prestar esclarecimentos sobre o andamento das atividades, foi a Vale, segundo o ministro. "Ou a Vale trata disso, ou abre mão da exploração", afirmou.

A Vale tem concessão de 20 anos e explorou, segundo Stephanes, apenas uma das três minas que estão sob seu controle. A avaliação de Stephanes é de que as minas conhecidas hoje têm potencial para dobrar a produção brasileira, sem contar as que ainda estão em fase de pesquisa. "Entre seis e oito anos podemos ser grandes exploradores de fósforo, em vez de sermos importadores", estimou. "Temos minas e jazidas suficientes para isso", continuou.

Ele salientou que a jazida de potássio do Amazonas é a terceira maior do mundo e que isso deve demandar um marco regulatório específico para a sua exploração, assim como vem sendo feito hoje, no caso do petróleo com o pré-sal. "Temos tido muitas surpresas positivas nessa área", disse Stephanes, acrescentando que a própria exploração do pré-sal indica existência de potássio antes da camada de sal. Stephanes comentou ainda que a mina de fósforo existente entre os Estados de Tocantins e Goiás era pouco conhecida até então e que hoje já se fala que pode ser a maior produtora no País. "Nossas jazidas são de fácil exploração e alta lucratividade", concluiu.


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