Stephanes quer evitar monopólio e cartelização no preço do adubo

Agronegócio

Stephanes quer evitar monopólio e cartelização no preço do adubo

O ministro afirmou que vai criar um grupo de estudos para buscar uma alternativa para o setor de adubos
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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, disse na segunda-feira (18-06) que vai criar um grupo de estudos para buscar uma alternativa ao monopólio e a cartelização no setor de adubos. A declaração foi feita após participar da 9ª reunião ordinária da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, realizada no Ministério da Agricultura. O que mais chamou a atenção do ministro foi o aumento no preço do adubo. “Precisamos encontrar uma alternativa para reduzir a dependência brasileira do produto importado”, disse Stephanes. Já a elevação no preço das sementes ele não considerou significativa, argumentando que elas tem menor peso na composição dos custos da produção agrícola.

Ao longo da reunião, o ministro ouviu diversos relatos sobre perspectivas de suprimento e preços dos insumos agropecuários para a safra 2007/2008. Os expositores fizeram um balanço da oferta e demanda de fertilizantes, calcário, inseticidas, fungicidas, herbicidas etc, detalhando a evolução de preços em cada segmento. Pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Agricultura, comprovou aumentos no adubo que variam de 8,3% a 9% para safra 2007/2008, dependendo da região do país.

O uso de calcário e sua relação com o emprego de fertilizantes foi outro tema discutido. O professor Alfredo Scheid Lopes, da Universidade de Lavras (MG), lembrou que mais de 80% dos solos brasileiros têm características ácidas e necessitam de calcário para corrigi-los. “Embora aumente a eficiência das adubações e seja abundante no país, o calcário ainda é subutilizado em nossa agricultura”, lamentou Lopes. Responsável por uma pesquisa que avaliou 528 amostras de solos de cerrados (de baixa produtividade), o professor diz que nesses casos o calcário é fundamental. Apesar disso o Brasil usou mais fertilizantes do que calcário nos últimos anos, alertou Lopes.

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