Stephanes vai analisar segurança de carne bovina na UE

Agronegócio

Stephanes vai analisar segurança de carne bovina na UE

O ministro da Agricultura Reinhold Stephanes se reunirá na próxima terça-feira com o comissário de Saúde europeu, Markos Kyprianou
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O ministro da Agricultura Reinhold Stephanes se reunirá na próxima terça-feira com o comissário de Saúde europeu, Markos Kyprianou, para analisar os procedimentos de controle aplicados pelo Brasil sobre sua carne bovina, informaram hoje fontes comunitárias. Kyprianou falará com Stephanes sobre o acompanhamento das importações de carne bovina brasileira à UE, cuja segurança foi questionada recentemente por eurodeputados da Irlanda e do Reino Unido, seguindo relatório de seus produtores nacionais.

Cinco eurodeputados britânicos e irlandeses reivindicaram esta semana no Parlamento Europeu (PE) a proibição das importações de carne bovina do Brasil, pois alegam que têm "problemas de segurança alimentar". O comissário compareceu perante a comissão de Agricultura do PE esta semana, para defender a "segurança" da carne bovina brasileira. Os eurodeputados espanhóis criticaram a tentativa de seus colegas britânicos e irlandeses de impulsionar uma declaração nesse sentido no PE.

Eles assinalaram que as acusações são falsas, e afirmaram que com o tempo só farão com que os cidadãos europeus percam a confiança, e deixem de comprar carne bovina. Os eurodeputados que pedem a proibição da carne brasileira, dentre os quais se encontra o presidente da comissão do PE, Neil Parish, alegam a presença no Brasil da febre aftosa e do mal da vaca louca. No entanto, o comissário de Saúde europeu afirmou que desde abril de 2006 não são registrados casos de febre aftosa no Brasil.

Kyprianou afirmou que um veto às importações de carne bovina brasileira não se justifica, e assegurou que só entra na UE carne desossada e amadurecida, o que evita a chegada de produto com risco de propagar doenças. Kyprianou indicou que os relatórios do Escritório Veterinário e Alimentar da Comissão Européia (CE) não justificam a imposição de um embargo que responderia a interesses de um setor (em referência aos produtores britânicos e irlandeses).

O comissário admitiu que há "erros" no controle do gado brasileiro, sobretudo administrativos, e acrescentou que se até o final do ano não forem resolvidos, a CE pode tomar medidas, que não necessariamente consistiriam no veto às importações. Neste sentido, explicou que a CE publicará em novembro os resultados de uma missão veterinária realizada no Brasil em março, e que outra inspeção no país está prevista para o mês que vem.

Em relação à diferença de procedimentos de controle exigidos aos produtos obtidos dentro da UE e do Brasil, apontou que se devem à incidência do mal da vaca louca nos países comunitários nos últimos anos, o que requer uma maior vigilância à carne de animais europeus. Por sua parte, a eurodeputada espanhola Rosa Miguélez manifestou que, segundo os dados do setor espanhol, os argumentos alegados por seus colegas britânicos e irlandeses não são exatos.

Outra eurodeputada espanhola, Esther Herranz, afirmou que existe um "medo injustificado" em relação à carne do Brasil, e que a campanha para a proibição só faz diminuir a confiança do consumidor na carne bovina.

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