Suíno/ Cepea: Preço sobe em dez/16, mas ganho real frente a dez/15 é pequeno

Agronegócio

Suíno/ Cepea: Preço sobe em dez/16, mas ganho real frente a dez/15 é pequeno

A alguns dias do Natal, agentes do setor suinícola indicam que esta seria a última semana em que as vendas poderiam se aquecer neste ano
Por:
268 acessos

A alguns dias do Natal, agentes do setor suinícola indicam que esta seria a última semana em que as vendas poderiam se aquecer neste ano. A liquidez no mercado de carnes até está melhor frente a semanas anteriores e os preços também reagem, mas os resultados estão longe do que o esperado por todos os elos do setor para este período do ano. O preço médio da carne suína na parcial de dezembro de 2016 é o segundo maior para o mês, em termos nominais, da série do Cepea, o que, segundo alguns agentes, estaria limitando um aquecimento maior na demanda. Em termos reais, no entanto, a média deste mês está pouco superior à de dezembro/15 e abaixo da de anos anteriores.

Na parcial de dezembro deste ano (até o dia 21), o preço médio da carcaça especial negociada no atacado da Grande São Paulo é de R$ 7,04/kg, aumento nominal de 9% frente à média do mesmo mês de 2015, quando estava em R$ 6,46/kg. Agora, considerando-se os efeitos da inflação nesse período, a alta é bem mais comedida, de apenas 2,8%(os valores foram deflacionados pelo IPCA de novembro/16). Frente a dezembro de anos anteriores, no entanto, o preço médio atual está bem abaixo, especialmente do observado em 2014, quando foram registrados os maiores valores nominais de toda a série.

No caso do suíno vivo, a situação é semelhante. A média do animal vivo negociado na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) está em R$ 4,47/kg na parcial deste mês, superando em 6,74% a de dezembro/15, em termos nominais, mas apenas em 0,7% em termos reais. Em relação a dezembro/14, contudo, verifica-se forte queda real de 15%.

Nos próximos dias, a procura por animais para abate vai depender do movimento no mercado de carnes. Alguns frigoríficos ainda seguem adquirindo animais para as vendas do fim de semana, mas outras unidades já se mostram abastecidas, devendo voltar ao mercado apenas em janeiro.

Particularmente nos últimos sete dias (entre 13 e 20 de dezembro), o preço da carcaça especial suína subiu 1% no atacado da Grande São Paulo, com o quilo negociado na média de R$ 7,25 nessa terça-feira, 20. A carcaça comum passou para R$ 6,72/kg, com alta de 2,1% na semana.

Considerando-se a média para todo o estado de São Paulo, o pernil, produto típico nas festas de fim de ano, foi o que mais se valorizou dentre os cortes nos últimos sete dias, 3,9%, passando a ser comercializado na média de R$ 7,53 nessa terça.

Quanto ao preço pago ao produtor, de 13 a 20 de dezembro, subiram 3,3% em Arapoti (PR), a R$ 4,27/kg nessa terça. Na região SP-5, a alta foi de 2,7%, passando para a média de R$ 4,64/kg. Em Erechim (RS) a média dessa terça foi de R$ 4,07/kg, elevação de 3,15%. Para os suinocultores de Minas Gerais, a bolsa de comercialização encerrou as atividades deste ano com preço acordado entre produtores e frigoríficos a R$ 4,70/kg – a bolsa deve retornar no dia 2 de janeiro. A bolsa de São Paulo também ficará em recesso a partir do dia 23 de dezembro e retoma as discussões em 2 de janeiro para a definição de referências de preços aos negociadores.

Em relação às exportações, os resultados de dezembro de 2016 devem ficar próximos ao do mesmo mês do ano passado. Segundo dados da Secex, até a terceira semana de dezembro (12 dias úteis), a média diária de embarques de carne suína in natura foi de 1,7 mil toneladas, a mesma registrada em dezembro/15, mas 41% abaixo da média de novembro/16, de 2,9 mil toneladas. No acumulado, já foram 20,7 mil toneladas embarcadas, gerando um
faturamento de US$ 47,4 milhões.

INSUMOS – No mercado de milho, houve queda de 0,9% em Campinas (SP) e de 0,5% em Chapecó (SC) de 13 a 20 de dezembro, indo para R$ 38,15 e R$ 38,54/sc, respectivamente, na terça. Quanto ao farelo de soja, houve baixa de 2,1% em Campinas e de 1,6% em Chapecó, a R$ 1.046,74/t e R$ 1.101,33/t, respectivamente, na terça.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink