Tabela do frete causou perda de competitividade, diz estudo

POLÍTICA

Tabela do frete causou perda de competitividade, diz estudo

“[o estudo] feito pelo Boston Consulting Group (BCG) aborda as consequências do tabelamento de fretes"
Por: -Leonardo Gottems
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O professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) Marcos Fava Neves afirmou que o tabelamento do preço mínimo para o transporte rodoviário de cargas causou falta de competitividade. Além disso, ele indicou que houve também um aumento nos preços. 

“[o estudo] feito pelo Boston Consulting Group (BCG) aborda as consequências do tabelamento de fretes: aumento de preços e perda de competitividade, compra de frotas próprias com aumento da ociosidade, além das especificidades dos fretes, que uma tabela tem dificuldades de contemplar”, comenta. 

Dentre essas especificidades, ele cita a presença do frete de retorno, condições das rodovias, tempos gastos para carregamento/descarregamento, produtividade, e as diferenciações por qualidade/idade do caminhão. “A BCG conclui que o tabelamento é muito mais negativo que positivo, por ser complexo, trazer distorções e maior ociosidade de ativos”, indica. 

Além disso, o especialista cita também outras dificuldades para o agronegócio brasileiro, como a “sua distância em relação aos grandes compradores, aliado à venda de produtos com grandes volumes aos preços de commodities. É a conclusão de um estudo feito pela Coppe/UFRJ ao Instituto Clima e Sociedade (ICS)”, afirma. 

“Preocupa a posição de maior proximidade de nossos concorrentes dos mercados compradores, pois as emissões para o transporte desde o Brasil em alguns casos chegam a ser 3 vezes maiores, além do custo do combustível e frete. Este é um ponto de médio prazo a ser estudado com o aumento da pressão feita na e pela Organização Marítima Internacional (IMO) visando reduzir emissões via eficiência energética, uso de biocombustíveis ou mesmo tributação”, conclui.

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