Tecnologia evita perdas de nitrogênio no cafeeiro
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Imagem: Pixabay

FERTILIZANTES

Tecnologia evita perdas de nitrogênio no cafeeiro

Com soluções inovadoras fatores como a perda por volatilização podem diminuir
Por: -Eliza Maliszewski
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O nitrogênio é um dos macronutrientes mais exigidos pelo cafeeiro. Sua utilização é necessária para o cultivo do café nos solos de Cerrado, como os de Minas Gerais, maior produtor nacional. Solos com esse perfil não têm condições de fornecer o nutriente em quantidades suficientes. O elemento é responsável pelo crescimento da planta, no aumento da ramificação, formação de folhas verdes e brilhantes, expansão da área foliar, formação de botões florais, promovendo ainda maior atividade da fotossíntese, necessária para a frutiticação.

Nem sempre aplicar um fertilizante nitrogenado no cafeeiro é sinônimo de sucesso. Tecnologias nos grânulos têm alavancado a produção.  As fontes de fertilizantes e eficiência pra nutrição via solo foram tema de uma palestra do professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e especialista em solo, Douglas Guelfi. O debate fez parte da 8ª edição do Nutriexperts, promovido pela Compass Minerals - Plant Nutrition.

Segundo Guelfi o conceito de eficiência do fertilizante nitrogenado está ligado a maior produtividade e aproveitamento dos nutrientes. Veja na foto comparativa:

O produtor  A e o B usaram a mesma quantidade de fertilizante mas o B teve mais eficiência, resultando em maior produção e lucro. O que explica?

A perda de nitrogênio no cafeeiro se dá basicamente por 3 fatores: volatilização da amônia, lixiviação do nitrato e desnitrificação, onde bactérias transformam nitratos em gás nitrogênio. No cafeeiro a volatilização é mais comum, dependendo de manejo do solo e condições climáticas. A aplicação na superfície do solo, principalmente em solos úmidos, aumentam as perdas. A matéria orgânica promove uma maior atividade da uréase, além de dificultar a difusão de amônio para o interior do solo. Assim grande parte da ureia se perde sem nutrir a planta.

“É preciso entender as perdas para avaliar a eficiência do fertilizante. Por exemplo, fatores como quantidade e intensidade de chuvas contam para saber o momento de aplicar a ureia. Mas o produtor não pode ser dependente de condições climáticas para aplicar nitrogenados no café. As tecnologias podem  ajudar”, explica o pesquisador.

Para tornar o manejo de nitrogênio mais eficiente em café questões como melhoramento genético, correção de acidez de solo e tecnologias de fertilizantes nitrogenados são aliadas. São 6 grupos de tecnologias: fontes convencionais (a ureia tradicional), estabilizados, os de liberação lenta, de liberação controlada, blends (misturas de duas tecnologias de ureia em uma só), duas tecnologias no mesmo grânulo. 

José Marcos, gerente de desenvolvimento de mercado da Compass Minerals -  Plant Nutrition, recomenda que na escolha do fertilizante, o produtor avalie o histórico da sua lavoura, faça análise de solo, análise foliar e estime qual a expectativa de produtividade da próxima safra e com ajuda de um profissional da área avalie a demanda nutricional da lavoura. Lembrando que quanto maior a produtividade, maior será a dose do fertilizante aplicado. “Se tenho uma área que vai produzir mais café logo terei que aplicar mais. Se vou produzir menos preciso de menos fertilizante. O produtor tem que avaliar o custo benefício do fertilizante. Usar baixa tecnologia, gastar menos com o produto mas ter que fazer mais aplicações, demandando mais mão-de-obra ou investir em maior tecnologia”, comenta.  

O especialista ressalta que com uso de ureia, um fertilizante considerado comum, podem ser necessárias até quatro aplicações na safra, demandando maior mão de obra. Atualmente já temos tecnologias que possibilitam fazer apenas uma única aplicação e nutrir a planta durante toda a safra. Com isso teremos vários benefícios, como: redução de parcelamentos, redução de mão-de-obra, maior vigor e sanidade das plantas e consequentemente maior produtividade e qualidade dos grãos. “Essa liberação pode levar até seis meses e a planta vai absorvendo os nutrientes conforme precisa e isso permite maior eficiência”, avalia Marcos.
 

 

 


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