INOVAÇÃO

Tecnologia faz análise de solo através de laser e AI

O AGLIBS 1.0 não produz resíduos químicos e analisa até 1500 amostras por dia
Por: -Leonardo Gottems
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Cientistas brasileiros criaram um dispositivo tecnológico capaz de fazer uma análise de solos de forma abrangente, limpa e acessível ao produtor. O chamado AGLIBS 1.0 coleta informações com tecnologia a laser e as envia para análise, que é feita por meio de inteligência artificial (AI). 

O AGLIBS 1.0 não produz resíduos químicos, sendo praticamente inofensivo ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que é capaz de analisar 1500 amostras por dia, taxando dados como a quantidade de carbono orgânico, textura do solo e pH. De acordo com Mauro Angelis, um dos sócios da Agrorobótica, que é a empresa responsável pela disponibilização do dispositivo, uma das vantagens do AGLIBS 1.0 é a rapidez na coleta das informações, que são digitalizados em nuvens, com recomendações agronômicas feitas em tempo real. 

“Essas informações são importantes para o produtor, porque vão indicar a dosagem correta de insumos agrícolas a ser aplicada para correção ou não do solo, evitando o excesso ou mesmo a falta, além de gastos desnecessários, sem falar na contribuição para a preservação das jazidas de corretivos e fertilizantes não renováveis”, comenta. 

Outro destaque do dispositivo é o uso da metodologia que utiliza a espectroscopia de emissão óptica com plasma induzido por laser, que se destaca porque tem uma tecnologia embarcada mais avançada em comparação com a outras técnicas. Aida Magalhães, doutora em física e sócia da Agrorobótica, explica que esse um sistema de ação rápida, com baixo custo e pode identificar vários elementos com apenas uma pequena quantidade de amostra.  

“Estamos recebendo amostras de solos de vários laboratórios do Brasil para testar e comparar entre os métodos tradicionais e o AGLIBS. A cada análise nos certificamos mais dos resultados analíticos e da eficiência da nossa tecnologia”, declara. 

A invenção é decorrente de uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Agritech, que é startup voltada ao agronegócio. 

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