Tecnologias para o manejo florestal são tema de visita de estudantes da Ufac

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Tecnologias para o manejo florestal são tema de visita de estudantes da Ufac

Alunos do primeiro ano do curso de Engenharia Florestal da Ufac visitaram a Embrapa Acre, no dia 12 de fevereiro
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Alunos do primeiro ano do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Acre (Ufac) visitaram a Embrapa Acre, no dia 12 de fevereiro. A visita técnica faz parte da grade curricular da disciplina “Introdução à Engenharia Florestal” e teve como objetivo conhecer as pesquisas desenvolvidas pela Empresa e as tecnologias voltadas para o manejo de florestas.

O analista Daniel Papa, coordenador da atividade, falou aos visitantes sobre a missão, dinâmica de trabalho e áreas de atuação da Unidade, destacando o manejo florestal de precisão com enfoque no uso de tecnologias ARPs (Aeronaves Remotamente Pilotadas) como os drones. Ao final da palestra, os estudantes receberam exemplares de publicações da empresa.

Para o estudante Ovídio Thyago, a interação com profissionais de pesquisa é extremamente positiva, especialmente para alunos iniciantes na graduação. “A visita é uma forma de aproximar esse público da realidade em que atuará. Conhecer engenheiros florestais e estudos realizados na área pode ajudar a visualizar futuras oportunidades de trabalho”, diz. 

Demonstração com drone

Segundo a professora Anelena Carvalho, que acompanhou o grupo visitante, as atividades fora do contexto da sala de aula agregam vivências essenciais para a formação acadêmica e profissional dos alunos. “É muito bom poder proporcionar a esses jovens novas perspectivas de aplicação das geotecnologias. Quanto mais qualificados forem com essas ferramentas, maiores as possibilidades de sucesso no mercado de trabalho”, destaca.

Além de palestra técnico-institucional, a visita contemplou demonstração prática de uso de drone na atividade florestal. Durante o sobrevoo controlado, Daniel Papa explicou aos estudantes aspectos da aplicação e funcionamento do equipamento no mapeamento aéreo, atividade chamada de fotogrametria, e destacou a importância dessa tecnologia para a região amazônica.

“O profissional dessa área enfrenta grandes desafios, principalmente na Amazônia, em decorrência de grandes extensões de terra, dificuldades de acesso e alta biodiversidade. Aprender a operar geotecnologias como os drones e dominar essas ferramentas pode ajudar a superar esses problemas”, afirma o analista.

Interesse crescente e capacitação

Pesquisas revelam que o uso de drones na área florestal reduz o tempo destinado aos levantamentos de campo, facilita o trabalho de monitoramento das florestas e atribui maior precisão às informações. Estas e outras vantagens têm contribuído para um interesse crescente por essas ferramentas, entretanto, o procedimento de sobrevoo exige planejamento e informações da área a ser fotografada, para possibilitar a obtenção de dados precisos.

Com o intuito de auxiliar estudantes e profissionais de diferentes áreas na ampliação de conhecimentos técnicos sobre o uso das geotecnologias no manejo florestal, em 2018 a Embrapa Acre iniciou a execução de uma agenda de palestras e capacitações, em atendimento a demandas de distintas instituições locais e de fora do Estado, incluindo as instituições de ensino superior. O primeiro curso, intitulado “Operação de RPAs modelo multirrotor”, aconteceu nos dias 31 de outubro e 01 de novembro de 2018 e teve como objetivo preparar engenheiros e técnicos do Instituto de Terras do Acre (Iteracre) e Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), que vão atuar no mapeamento de cidades e áreas rurais do estado, com uso de drones.  

De acordo com o pesquisador Evandro Orfanó, instrutor da atividade, além de aspectos relacionados à composição estrutural e manutenção básica dos drones, os conteúdos teóricos abordaram procedimentos de vôo, técnicas de pilotagem com simulação de movimentos em solo, processo de calibragem, regras de segurança e normatização de uso. Nas atividades práticas, realizadas em campo aberto, destacamos operações de decolagem e pouso em modo manual e automático, procedimentos de check-list, simulações de erros e modos de navegação entre outros procedimentos necessários para o bom uso da tecnologia”, explica.

A etapa inicial do treinamento contou com 16 horas/aula e enfoque operacional. Na segunda fase da capacitação, prevista para acontecer no primeiro semestre de 2019, serão 40 horas de atividade, com foco na programação de drones para voos autônomos para mapeamento urbano.


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