Terminal de contêineres de Paranaguá deve crescer 20%
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Agronegócio

Terminal de contêineres de Paranaguá deve crescer 20%

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O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), terceiro maior do País, prevê um crescimento de 20% em 2003 com a entrada em funcionamento de novos serviços de navegação e a inauguração de um armazém de consolidação de cargas, com investimentos de R$ 3,5 milhões. "Com a chegada de novos serviços acabamos com a predominância de rotas no sentido sul. Agora passamos a fazer também viagens para o norte, o que vai promover o aumento das exportações", prevê Marcelo Marder, gerente comercial do TCP.

A expectativa é alcançar uma movimentação de 300 mil TEUS( medida que equivale a um contêiner de 20 pés) contra os 250 mil TEUS do ano passado. Em 2002, o TCP registrou uma queda de 2,72% nos seus volumes, em função principalmente da retração das importações. No ano passado, pela primeira vez, desde a concessão do serviço à iniciativa privada, em 1998, houve inversão no perfil comercial do TCP. Tradicionalmente responsáveis por 55% dos negócios do terminal, as importações ficaram com 40% de participação. `Em 2003 deve haver uma retomada das importações, mas as exportações também vão crescer bastante e gerar mais uma vez o superávit comercial`, prevê Marder. Os principais itens exportados são madeira, frango em cortes, cerâmica e motores.

Com o armazém de consolidação de cargas, que vai funcionar em uma área de 12 mil metros quadrados, o TCP promete agilizar a estufagem das mercadorias nos contêineres. `O nosso foco é trabalhar com a consolidação de cargas em pequenos lotes. Com maior agilidade e maior volume de rotas vamos impulsionar a movimentação`, diz.

Ao todo seis armadores estão inaugurando novos serviços em Paranaguá. A dinamarquesa Maersk Sealand, líder mundial no segmento, passou a operar no porto paranaense com dois novos navios com serviço para a Europa. O primeiro é um Post-Panamax, embarcação de grande porte, com capacidade para 3,7 mil TEUs -mais que o dobro das embarcações médias que escalam os portos brasileiros- e o segundo é o Itajaí Express, com capacidade para 1,6 mil TEUs e escala semanal.

Também já estão em funcionamento outros três serviços. O Interamerican, da CCL (Costa Container Line), que tem como destino o Caribe e o Golfo do México, O SAWA (South America/West & South Africa), do armador Kien Hung, que se dirige às regiões oeste e sul da África e o Mediterrâneo, que opera com navios full container e ro-ro, para carga rolante.

O próximo a começar a operar é o MSC Europa, do armador MSC (Mediterranean Shipping Company), que faz sua primeira escala em Paranaguá na próxima sexta-feira. `Com esses novos serviços, nós reduzimos o transit time (tempo de viagem) tanto na exportação quanto na importação. Em alguns casos, o tempo cai de 22 dias para 14 dias`, diz Marder.


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