Testes apontam vantagens do uso do biorreator na produção de mudas

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Testes apontam vantagens do uso do biorreator na produção de mudas

O biorreator, uma espécie de “fábrica de plantas”, produziu mudas de bananeira da cultivar Williams
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O biorreator, uma espécie de “fábrica de plantas”, produziu mudas de bananeira da cultivar Williams maiores que as obtidas pelo método tradicional em testes preliminares realizados no Laboratório de Cultura de Tecidos e Genética Vegetal da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza CE).

Os testes objetivam comparar o desempenho do equipamento, que foi desenvolvido e patenteado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília – DF), com o método convencional e determinar protocolos de produção de mudas de bananeira e de abacaxizeiro.

Com o biorreator é possível produzir mudas clonadas de forma semi-automática, com menor mão de obra e espaço. Os testes realizados na Unidade da Embrapa de Fortaleza sugerem mais uma vantagem: o equipamento também deve gerar economia de tempo, porque as mudas se desenvolveram mais rapidamente e acabaram ficando maiores que as produzidas no método convencional de micropropagação. Em 30 dias, as mudas de bananeira Williams chegaram a 6cm de altura. No mesmo período, sem o uso do aparelho, elas chegam no máximo a 4,5cm.
“Tudo indica que o biorreator também vá gerar uma economia de tempo, pois as mudas podem ser retiradas para aclimatação em menos de um mês, mas isso ainda precisa de novas análises”, afirma a pesquisadora Ana Cristina Portugal, que coordena os testes.

O equipamento funciona a partir de um sistema de frascos interligados por tubos de borracha flexível. Nos frascos ficam os materiais a serem reproduzidos, como células, tecidos ou órgãos. Esses materiais recebem ar e solução nutritiva, por aspersão ou borbulhamento, através dos tubos de borracha. Além da vantagem da produção semi-automática, as culturas são menos manipuladas e podem ter as condições de cultivo monitoradas e controladas. O resultado são mudas uniformes e livres de doenças.

A pesquisadora Ana Cristina Portugal, que coordena a avaliação, está animada com os primeiros testes. Ela quer agora determinar o número máximo de mudas que devem ser colocadas em cada garrafa, o intervalo de tempo ideal para que as mudas recebam a solução nutritiva e em quanto tempo as plantas devem ser retiradas do aparelho. “A Embrapa Agroindústria Tropical é a primeira a fazer os testes, e a idéia é que sirva de referência”, diz.

O criador do equipamento, João Bastista Teixeira, montou o biorreator que está em funcionamento na Unidade da Embrapa de Fortaleza. Foram utilizadas garrafas PET com capacidade de cinco litros para o desenvolvimento das mudas. Ele diz que a demanda por mudas vem crescendo nos últimos anos para dar suporte à agricultura intensiva e tecnificada. “Cada vez mais biofábricas serão instaladas para dar suporte à agricultura”, diz.

BIOCLONE – Uma dessas biofábricas é a cearense Bioclone, que atua no desenvolvimento de mudas in vitro por processo de clonagem e está avaliando junto com o laboratório de Cultura de Tecidos e Genética Vegetal da Embrapa Agroindústria Tropical o biorreator. A Bioclone faz parte do programa de incubação de empresas da Embrapa (Proeta), com a supervisão da Embrapa Agroindústria Tropical.

As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Agroindústria Tropical.

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