O milho fechou em alta na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) motivada por tomada de lucros, mas continuou em queda em relação à semana, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Confirmado que há mais oferta interna do que se previa (8,05 MT,contra 7,35 MT) o mercado tomou lucros e subiu, mas moderadamente, porque as cotações do dia continuaram em queda em relação à semana passada”, comenta.
“Com isto, as cotações futuras fecharam em nova alta no dia, mas em queda no comparativo semanal: o vencimento março/23 fechou a R$ 87,41, alta de R$ 0,06 no dia e queda de R$ 1,57 na semana; maio/23 fechou a R$ 88,97, alta de R$ 0,16 no dia e queda de R$ 0,31 na semana; o vencimento de julho foi de R$ 87,44, alta de R$ 0,39 no dia e de R$ 1,41 na semana”, completa.
Em Chicago a cotação de março fechou em forte queda de 1,14% ou $ 7,75/bushel a $ 670,75. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em queda de 0,97% ou $ 6,50 bushel a $ 658,75. “Vendas técnicas geraram quedas. O petróleo reverteu a firmeza inicial e acrescentou sentimento de baixa. O mercado está acompanhando de perto o desenvolvimento da safra na América do Sul e o comportamento da demanda externa nos EUA”, indica.
“O USDA informou que 1,6 MMT de milho da safra velha foram vendidos para exportação durante a semana encerrada em 02/02. Isso ficou acima das estimativas, liderado pelas vendas para o Japão e destinos desconhecidos. Os compromissos acumulados foram de 1,05 bbu a partir dos dados semanais, o que representa 55% da previsão do USDA. Os compromissos de novas safras ficaram em 1,44 MMT em 02/02, o que está empatado com o ritmo de vendas futuras do ano passado”, conclui.