Tomates editados fornecem a vitamina D de 2 ovos
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Imagem: Embrapa
GENÉTICA

Tomates editados fornecem a vitamina D de 2 ovos

A edição de genes é uma técnica que permite aos pesquisadores fazer alterações específicas no genoma
Por: -Leonardo Gottems

Uma equipe de cientistas do Reino Unido, Itália, Chile e Cuba usou a edição de genes CRISPR para criar plantas de tomate ricas em um precursor da vitamina D, uma abordagem que pode ajudar a lidar com as altas deficiências desse nutriente. No entanto, eles ainda têm um longo caminho a percorrer no mercado.  

Estima-se que um bilhão de pessoas não tenha vitamina D suficiente, o que pode contribuir para vários problemas de saúde, incluindo distúrbios imunológicos e neurológicos. As plantas geralmente são fontes pobres desse nutriente, e a maioria das pessoas obtém sua vitamina D de produtos de origem animal, como ovos, carne e laticínios.

Quando tomates geneticamente modificados, descrito em uma publicação em Nature Plants, são expostos à luz ultravioleta em laboratório, parte do precursor, chamado provitamina D3, é convertido em vitamina D3. Mas as plantas ainda não foram desenvolvidas para uso comercial e não se sabe como elas se sairão quando cultivadas ao ar livre.

Mas é um exemplo promissor - e incomum - de usar a edição de genes para melhorar a qualidade nutricional de uma cultura, diz o biólogo de plantas Johnathan Napier, da Rothamsted Research, em Harpenden, Reino Unido. Para isso foi necessário conhecer a fundo a bioquímica do tomate. "Você só pode editar o que você entende", diz ele. "E só porque entendemos a bioquímica somos capazes de fazer esse tipo de intervenção."

A edição de genes é uma técnica que permite aos pesquisadores fazer alterações específicas no genoma de um organismo e tem sido aclamada como uma forma potencial de desenvolver melhores colheitas. Embora as culturas geneticamente modificadas pela inserção de genes em genomas de plantas (GM ou OGMs) devam muitas vezes passar por extensa revisão por órgãos reguladores governamentais, muitos países tornaram mais fácil para culturas melhoradas por meio de edição de genes, desde que a edição seja relativamente direta e crie uma mutação que também poderia ter ocorrido naturalmente (sem inserir genes exógenos).


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