MERCADO

Trigo: Paraguai pode ter 510 mil toneladas para exportação

Falta pouco mais de um mês para que a janela de plantio esteja concluída
Por: -Leonardo Gottems
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A consultoria Agridatos, de Ciudad del Este, divulgou nesta segunda-feira (23.04) sua estimativa de Oferta & Demanda de trigo para 2018, estimando um aumento de 8,11% na área, passando-a para 400 mil hectares e de 51,51% na produção, para 1,0MT. Com isto, poderá haver uma disponibilidade para exportação ao redor de 510 mil tons, cerca de 41% a mais do que as 362 mil tons de 2017, comenta a T&F Consultoria Agroeconômica. 

Os preços do trigo paraguaio estão muito elevados, neste momento, segundo a consultoria. Os vendedores pedem entre US$ 250/t em Campo 9, a 100 km de Cidade del Este ou US$ 250 em Asunción. A explicação para esta alta pedida é que o plantio da safra de 2018 ainda nem começou, não chove há três semanas para fornecer a umidade pré-plantio e, em anos anteriores, nesta altura o plantio já havia começado. 

“Falta pouco mais de um mês para que a janela de plantio esteja concluída. Some-se a isso os estoques disponíveis, que são os menores dos últimos 5 anos e teremos um quadro em que o preço local é mais alto do que o preço nos mercados vizinhos do Brasil e da Argentina, que giram ao redor de US$ 235/240/245”, comenta a T&F. 

De acordo com o analista Luiz Fernando Pacheco, mesmo assim houve exportações para o Brasil. Na primeira quinzena de abril foram exportadas 7.000 toneladas, 75% ou 3.000 tons a mais do que as 4.000 tons da segunda quinzena de março passado e 69% ou 12.755 a menos do que as 22.755 tons da primeira quinzena de abril do ano passado. 

“Todas as exportações de 01 a 15 de abril foram para o mercado brasileiro, por via terrestre. Por via fluvial, para o Sul do Continente, para os portos do Uruguai e da Argentina, não houve embarques nos primeiros quinze dias de abril, contra 4.963 tons exportadas no ano passado, no mesmo período. No acumulado do ano, as exportações totalizam 21.976 toneladas, 79% a menos do que as 136.448 tons exportadas no mesmo período de 2017. É o segundo menor volume para os primeiros três meses e meio do ano, desde 2013”, conclui Pacheco. 

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