Agronegócio

Trigo: Saída é agressividade na exportação

Para melhorar preços internos

Na avaliação do analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, a saída para melhorar os preços do cereal de inverno no Brasil é adotar uma postura agressiva nas exportações. Ele comentou o novo relatório da Conab, que projetou queda nas vendas externas e aumento dos estoques finais de trigo.

“Todos os grandes países produtores de grãos, sem exceção, também são grandes consumidores e grandes exportadores. No Brasil a soja e o milho deslancharam e aumentaram consideravelmente a produção só depois que começaram a exportar sistematicamente”, cita ele.

O especialista lembra o exemplo da Rússia, que produz trigo com qualidade parecida à do Rio Grande do Sul e tomou a decisão de ser o maior exportador de trigo do mundo em 2001. “Fez um programa de 20 anos e atingiu seu objetivo em 15 anos. Porque o RS não pode, pelo menos, exportar e iniciar uma exportação brasileira regular? O Paraná fez isto com o milho e foi razoavelmente bem-sucedido”.

Para tanto, Pacheco afirma que é necessário uma forte liderança local: “Esqueçam o governo. Se o governo quiser entrar como sócio – porque vai ganhar muito imposto com isto – então que faça a sua parte no investimento. Mas deve haver a reunião de todas as forças locais. Esta união é que parece difícil”.

O analista aponta ainda outras medidas necessárias, tais como implantar um sistema de segregação no plantio e não na colheita; garantir um fornecimento regular no mercado, seja de trigo feed ou de trigo para moagem; conseguir do governo algumas facilidades logísticas e tributárias (em contrapartida de aumento de arrecadação); estabelecer uma cadeia de produção e comercialização; selecionar possíveis compradores no mercado internacional; viabilizar fretes e condições logísticas; e fazer um programa competente de marketing do trigo gaúcho, entre outras medidas.

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