Trigo lidera alta dos grãos no início da semana
No trigo, o mercado voltou a incorporar prêmio de risco
No trigo, o mercado voltou a incorporar prêmio de risco - Foto: Divulgação
Os mercados agrícolas iniciam a semana com valorização nos principais grãos, em um ambiente marcado por riscos geopolíticos, negociações comerciais e ajustes no posicionamento dos fundos. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo lidera os ganhos nesta segunda-feira, com alta próxima de 2%, enquanto soja e milho também avançam nas primeiras movimentações do dia.
No trigo, o mercado voltou a incorporar prêmio de risco diante da situação no Mar Negro, após ataques registrados no fim de semana contra território e infraestrutura russos. O conflito entre Rússia e Ucrânia mantém incertezas sobre energia, logística e exportações em um dos principais corredores mundiais do cereal. No Brasil, os preços acumulam alta de 3,70% no mês no Paraná e de 3,81% no Rio Grande do Sul. Na Argentina, as cotações também estão elevadas para embarques Topoff e Panamax, enquanto não há compradores para navios HandySize.
A soja também começa a semana em alta, apoiada por compras dos fundos, apesar da queda do petróleo. As negociações comerciais entre Estados Unidos e China realizadas no fim de semana aumentaram a atenção sobre o encontro previsto entre Donald Trump e Xi Jinping em 24 de setembro. O mercado busca definições sobre compras agrícolas, tarifas e acesso ao mercado chinês. A avaliação é de que compromissos concretos podem fortalecer a demanda pela soja americana, enquanto definições genéricas podem estimular realização de lucros.
No milho, a leve alta reflete o aumento das tensões no Oriente Médio e problemas envolvendo as safras dos Estados Unidos e da Europa, além das dificuldades de escoamento na Ucrânia. Em sentido contrário, o aumento da produção argentina e a menor exportação brasileira em julho e agosto ampliam a pressão sobre os preços internos. Entre os indicadores, o dólar futuro operava a R$ 5,1590, com queda de 0,04%, enquanto o Brent recuava 1,98%, a US$ 101,35. O índice dólar avançava 0,08%.