UE faz acordo de grãos com Reino Unido
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Imagem: Pixabay
MUNDO

UE faz acordo de grãos com Reino Unido 

O relacionamento próximo do Reino Unido com a UE terminou em 31 de dezembro
Por: -Leonardo Gottems

O acordo comercial de última hora entre a União Europeia e o Reino Unido, removendo as perspectivas de tarifas sobre grãos a partir do início de 2021, foi um grande alívio para o setor de moagem de farinha da Grã-Bretanha. O comércio de sua matéria-prima (trigo) pode, em grande parte, continuar normalmente, embora novas regras tornem a vida mais complicada se a farinha for produzida com, por exemplo, o trigo de moagem canadense. 

O relacionamento próximo do Reino Unido com a UE terminou em 31 de dezembro de 2020, com um acordo de última hora que significa sem tarifas, mas deixa o comércio entre os dois sujeitos às formalidades alfandegárias usuais entre países separados. Isso vem com a complicação adicional de a Irlanda do Norte, parte do Reino Unido, ainda estar efetivamente dentro da UE para fins alfandegários, uma disposição tornada necessária pelo Acordo da Sexta-feira Santa, o acordo de 1998 que acabou em grande parte com a violência política que havia prevalecido na região desde 1960. 

Segundo o acordo, garantido pelos Estados Unidos, não pode haver fronteira “rígida”, o que significa nenhum controle aduaneiro, entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda. O negócio foi finalmente fechado no prazo. O Reino Unido, que deixou formalmente a UE em 21 de janeiro de 2020, passou o resto do ano em um período de transição com término previsto para 31 de dezembro. Com o governo do Reino Unido rejeitando a ideia de estender a transição, algo previsto em seu Acordo de retirada com a UE, a perspectiva de sair sem um acordo se aproximava. 

O “Acordo de Comércio e Cooperação entre a União Europeia e a Comunidade Europeia de Energia Atómica, por um lado, e o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, por outro”, foi celebrado a 24 de dezembro e formalmente assinado pela UE, pelo presidente do Conselho, Charles Michel, a presidente da Comissão da UE, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, em 30 de dezembro. 


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