UE nota dificuldades na agricultura para negociar com Mercosul

Agronegócio

UE nota dificuldades na agricultura para negociar com Mercosul

Um comitê formado por especialistas em comércio da UE e a CE constataram as dificuldades na questão agrícola
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Um comitê formado por especialistas em comércio da União Européia (UE) e a Comissão Européia (CE, órgão executivo do bloco) constataram as dificuldades existentes na questão agrícola, ao tratarem do reatamento das negociações com o Mercosul, informaram nesta terça-feira (12-04) fontes comunitárias entrevistadas pela EFE.

Segundo as fontes, o Comitê 133 expôs que há vontade política para retomar as negociações para um acordo de livre comércio com o Mercosul - formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Espanha e Portugal querem da CE um compromisso mais forte para conseguir um acordo com o Mercosul, enquanto que países como França, Irlanda, Hungria e Polônia não querem que a UE dê concessões excessivas na área agrícola, pois notam falta de ambição do bloco sul-americano, segundo as fontes. A Suécia considera que se a UE quer um acordo bom, deverá ser "generosa" com a agricultura.

Em janeiro, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, chegaram a um acordo para impulsionar as negociações e encerrá-las antes do final deste ano. "No entanto, há dificuldades técnicas", informaram as fontes, ao acrescentarem que a CE quer que as negociações sejam estabelecidas sobre a base "da melhor proposta" apresentada pelo Mercosul antes da suspensão das conversações, e não da última.

Segundo as fontes, o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, enviou no final de março uma carta aos quatro países do Mercosul, na qual pedia que as negociações começassem sobre a base da "melhor oferta". Por parte da UE, a CE concorda em dar um tratamento diferenciado a produtos sensíveis, mas "rejeita" certas concessões a países com um setor competitivo como o do bloco sul-americano.

No setor de pesca, Bruxelas está preocupada pelas regras de origem, já que não quer que as preferências ao Mercosul se dêem de modo que beneficiem produtos processados nas Filipinas ou no Chile (país associado ao Mercosul). Outro dos aspectos importantes é o reconhecimento das denominações de origem e das indicações geográficas protegidas dos produtos.


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