UE perde espaço no total da exportação do agronegócio brasileiro

Agronegócio

UE perde espaço no total da exportação do agronegócio brasileiro

A liderança ficou com a Ásia, cujas importações subiram para US$ 20,3 bilhões
Por: -Mauro Zafalon
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As dificuldades financeiras e a imposição de barreiras às importações de alguns produtos fizeram com que os 27 países da União Europeia perdessem participação nas compras de produtos do agronegócio brasileiro.

Nos dez primeiros meses de 2009, os europeus detinham 29,4% das exportações brasileiras do setor. Em igual período deste ano, a participação caiu para 26,3%, segundo a Secex e o Ministério da Agricultura.

À exceção da União Europeia, todas as demais regiões econômicas elevaram suas participações nas exportações feitas pelo Brasil.

A liderança ficou com a Ásia, cujas importações subiram para US$ 20,3 bilhões, ou 32% das receitas totais obtidas pelo Brasil. Nesse bloco está a China, que, neste ano, tem mostrado grande apetite por commodities.

O Oriente Médio, região que tem aumentado a importação de carnes -o Irã assumiu o segundo lugar nesse segmento-, também elevou a participação para 10%.

Com o recorde de US$ 7 bilhões no mês passado, as exportações de janeiro a outubro subiram para US$ 64 bilhões, permitindo um saldo (exportações menos importações) de US$ 53,2 bilhões no período.

O ritmo das exportações continua menor do que o das importações. Até outubro, o país exportou 17% a mais do que em igual período de 2009. Já as importações subiram 35%.

Embora somem apenas US$ 577 milhões, as exportações de animais vivos são as que registram o maior crescimento no ano: 59% a mais do que em 2009.

Voltou
A queda no preço do boi gordo durou pouco. Os preços do Cepea indicaram R$ 117,2 ontem, 0,9% mais do que na quarta-feira.

SLC
A empresa registrou receitas líquidas de R$ 148 milhões no terceiro trimestre deste ano. Houve alta de 9,5% em relação a igual período de 2009.

Restrita
A oferta global de açúcar continuará restrita nos próximos três anos, segundo avaliação da Cosan, maior grupo de açúcar e álcool do Brasil. A oferta menor se deve a problemas climáticos em várias regiões produtoras.

Efeitos
A demanda mundial maior por açúcar do Brasil afeta o mercado de álcool, segundo a empresa. Os preços permanecerão firmes por até dois anos no mercado interno, apurou a Reuters.

Tarifa
A União Europeia retirou a taxa de US$ 123 por tonelada no açúcar bruto importado. Essa retirada contempla 660 mil toneladas.

Sobra de açúcar na Índia derruba os preços em NY

As boas notícias vindas da Índia -onde a produção de açúcar deverá superar em 3,5 milhões de toneladas o consumo do país- provocaram forte queda nos preços da commodity.

O primeiro contrato recuou para 29,66 centavos de dólar por libra-peso em Nova York. A Índia é o segundo maior produtor mundial de açúcar, depois do Brasil, e esse superavit cobriria parte das necessidades de importações dos países asiáticos.
Mesmo com a queda, o preço atual do açúcar supera em 34% o de igual período do ano passado.

Com KARLA DOMINGUES

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