Um parque à espera de soluções

Agronegócio

Um parque à espera de soluções

A extensão de 141 hectares não ajudou a manter a casa em ordem ao longo dos anos e governos
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Construções antigas, falta de manutenção, mau uso do dinheiro público e burocracia são os ingredientes para o quadro de abandono no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, palco de uma das mais tradicionais mostras agropecuárias da América Latina. A extensão de 141 hectares não ajudou a manter a casa em ordem ao longo dos anos e governos. O diagnóstico dos efeitos do tempo, do descaso e da falta de investimentos foi concluído no final de fevereiro e entregue no início de março ao governador Tarso Genro. Há 17 prioridades a serem vencidas até 27 de agosto, quando começa Expointer 2011, uma tarefa nada fácil. Hoje, haverá reunião da Comissão Executiva da feira. Como muitos dos integrantes não conhecem o parque a fundo, deve haver um tour às instalações.


No Portão 7, um dos principais acessos, cerca de 350 baias para equinos foram interditadas. O madeiramento apodreceu, portas estão penduradas por arames ou no chão e o alicerce de pedra não existe mais. As calhas têm goteiras e há estruturas metálicas avariadas. No alojamento para veterinárias e zootecnistas, há infiltrações, paredes mofadas, vazamentos nos banheiros e cupim. Alguns quartos ficam abertos para espantar o mau cheiro. No alojamento masculino, sinais de vandalismo. Depredação também na CRIA. No cercamento externo, a ferrugem tomou conta das grades. Nem as esferas, símbolo do Parque, escapam. Há portas que não fecham, assoalho com buracos e pintura descascada.


Além da infraestrutura precária, o parque virou depósito de sucata. Numa área afastada, se acumulam esqueletos de carros e máquinas fora de circulação, pneus, sanitários, cadeiras e armários. O que não depende de projeto ou licitação começou a ser feito pelo governo, como troca de telhas, de calçamento, cobertura de bueiros e reparos em caixas de luz. As sucatas já têm destino, serão leiloadas, adiantou o coordenador de capatazia e máquinas do parque, Márcio Müller. Para tentar melhorar as condições a tempo da Expointer, há R$ 5,8 milhões, mas o tempo curto pode atrapalhar os planos. A única obra de vulto em andamento é a substituição das platibandas, iniciada ainda no governo anterior. A reforma foi concluída no pavilhão Internacional e do Artesanato e deve ser finalizada em breve no de Suínos e no dos Bovinos de Leite.


Em meio a tantos problemas, o diretor do Parque, Telmo Motta Júnior, prefere falar em soluções. Acredita que o trabalho articulado entre as secretarias irá garantir que parte das prioridades se concretizem, como construção de 350 baias, reforma dos alojamentos e construção de novo dormitório, além de ampliação da rede de energia do camping, totalmente comprometida. No longo prazo, a intenção é aproveitar melhor o parque. Para isso, a ideia é contratar consultoria e elaborar plano diretor para disciplinar a ocupação.

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