União Europeia: banimento de gaiolas convencionais é apenas parcial
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Agronegócio

União Europeia: banimento de gaiolas convencionais é apenas parcial

O banimento, aliás, é decisão bem mais antiga que a adoção da moeda comum, o euro, em janeiro de 2002
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Quem ainda procura resposta para a possibilidade de os países integrantes da União Europeia virem a se entender e conseguirem equacionar seus problemas econômicos atuais vai encontrar bom indicador em uma questão muitíssimo mais prosaica: o banimento das gaiolas convencionais no alojamento de poedeiras.


O banimento, aliás, é decisão bem mais antiga que a adoção da moeda comum, o euro, em janeiro de 2002. Pois foi ainda nos anos 1990 que os europeus estabeleceram normas prevendo que a partir de 1º de janeiro de 2012 não mais seriam mantidas poedeiras em gaiolas convencionais, ficando definido que o máximo previsto para esse tipo de equipamento seriam as gaiolas batizadas de “enriquecidas”, bem mais amplas e mais altas que as tradicionais e contendo, por exemplo, poleiros.

Mas a primeira metade do primeiro mês do ano já passou e parte dos países da União Europeia continua utilizando a gaiola proibida. Não conseguiram seguir o exemplo de países como a Suíça que, antecipando-se à própria definição do bloco, proibiu o uso de gaiolas há 20 anos, em 1992. Ou então não atentaram para os exemplos vindos de Bélgica, Áustria, Suécia, Holanda e Alemanha, que baniram essas gaiolas antes que 2012 chegasse.


Resultado: cerca de um quarto da produção europeia de ovos é, agora, considerada “ilegal”, o que corresponde, aproximadamente, a um plantel de 85 milhões de poedeiras e a uma produção diária de 70 milhões de ovos.
Nesse quesito, por sinal, nem a França (que, junto com Alemanha, dá lições de economia e ordens aos demais integrantes da chamada Eurozona, constituída por 17 países que adotaram o euro como moeda comum) fez o dever de casa: o próprio governo admite que a avicultura de postura francesa não está preparada para atender às novas exigências legais.

O mais surpreendente, porém, é constatar que até a Inglaterra – que no final de 2011 ameaçava proibir (a partir de 2012) a entrada de ovos “ilegais” no Reino Unido – também continua a operar com as velhas gaiolas. Neste caso, estima-se que um plantel em torno de 300 mil poedeiras ainda seja mantido no antigo sistema.

Até agora, no Reino Unido, só a Escócia declarou estar seguindo a nova legislação. Mesmo assim ressalvou que uma granja em seu território ainda mantém as gaiolas convencionais. Mas, para se livrarem de qualquer acusação, os escoceses já deixaram claro: “Trata-se de granja muito pequena; seu plantel equivale a apenas 0,2% de todas as poedeiras criadas na Escócia”.

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