Na sexta-feira, a soja fechou o dia e a semana em baixa com relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), segundo a TF Agroeconômica. “O contrato de soja para março24, a próxima data negociada nos EUA, fechou em baixa de -0,99 %, ou $ -12,25 cents/bushel a $ 1224,25”, comenta.
“A cotação de maio24, referência para a safra brasileira, fechou em baixa de -0,98 % ou $ -12,25 cents/bushel a $ 1235,75. O contrato de farelo de soja para março fechou em baixa de -0,03 % ou $ -0,1 ton curta a $ 362,1 e o contrato de óleo de soja para março fechou em baixa de -0,96%ou$-0,47/libra-peso a $ 48,25”, completa.
Quem vendeu soja, lucrou
O relatório do USDA trouxe uma série de dados baixistas para o complexo de grãos. “No caso da soja, o departamento aumentou produção da safra 2023, o rendimento e o estoque final. No caso dos dois primeiros os analistas esperavam uma alta menor, já os estoques finais, o mercado apostava em uma redução nos números, fato oposto ao acontecido”, indica.
“O corte na safra brasileira também foi um fator de decepção para o mercado, visto que enquanto as consultorias locais vão de um intervalo de 135 milhões até os 155,27 oficiais da Conab, o USDA cortou a safra de 161 para 157 milhões de toneladas. Uma situação de oferta mais confortável significa que a próxima safra terá uma margem de manobra maior para lidar com questões climáticas, disse em nota Doug Bergman, da RCM Alternatives”, informa.
John Payne, da Hedgepoint Global, disse que os preços da soja ainda podem cair mais 50 cents, para cerca de US$ 11,50 por bushel. Com isso a soja fechou a semana em queda de -2,55% ou $-32,00 cents/bushel. O farelo de soja fechou em baixa de-1,98% ou $ -7,30 ton-curta. O óleo de soja fechou o período em alta de 1,30% ou $0,62 libra-peso.