Nesta quarta-feira, os futuros operaram mistos para o milho na B3, com muita flutuação e troca de posições, diante do relatório WASDE, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o segundo da agência no ano. As informações foram divulgadas pela TF Agroeconômica.
“O relatório mostrou-se neutro ao olhar de traders, com a safra americana seguiu com a expectativa de 383 milhões de toneladas, sem alteração em relação a janeiro. Para os números da América do Sul, Brasil apresentou um decréscimo de 1 milhão de toneladas, o que diminuiu seus estoques finais – números mais baixos, mas ainda abaixo de cortes esperados pelo mercado”, comenta.
No fechamento de mercado, os principais vencimentos apresentaram as seguintes cotações: “O vencimento março/22 foi cotado à R$ 98,90 com alta de 0,16%, o maio/22 valeu R$ 96,35 com baixa de 0,17%, o julho/22 foi negociado por R$ 91,75 com alta de 0,16% e o setembro/22 teve valor de R$ 90,90 com perda de 0,07%”, completa.
Em Chicago, o milho sofreu mais influências climáticas do que do USDA. “A cotação do milho para março22 fechou em queda de 0,47% ou 3,0 cents/bushel a $ 632,25. A cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em queda de 0,55% ou $ 3,50 cents/bushel a $ 630,25”, indica.
“O USDA manteve sua safra sul-americana e as estimativas de estoque final dos EUA praticamente inalteradas. O USDA não fez alterações domésticas em suas previsões mensais de S&D. A oferta de 16.375 bbu (produção de 15.115, carryin de 1.235 bbu e importação de 25 mbu), está prevista para sobrar 1.540 bbu após 2.425 bbu de exportação, 6.750 bbu FSI (5.325 para etanol) e 5.650 feed e residual. O mercado estava esperando uma execução mais leve antes do relatório”, conclui.