USDA surpreende mercado ao reduzir safra de milho
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Agronegócio

USDA surpreende mercado ao reduzir safra de milho

Analistas prevêem a continuidade de alta com a produção de etanol nos EUA
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A expectativa de uma produção de milho menor na safra 2006/07 foi o principal destaque no relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado na sexta-feira (12-01) passada. A queda na produção do grão surpreendeu os analistas de mercado, que prevêem a continuidade de alta dos preços mediante o crescimento da produção de etanol no Estados Unidos, onde o grão é a principal matéria-prima na fabricação do combustível. "A situação é um pouco alarmante. Os preços internacionais já estão em alta e o Brasil tende a ganhar mercado nas exportações do grão. Isso poderá elevar ainda mais as cotações internas’’, disse o analista da Céleres, Leonardo Sologuren.

A produção mundial da commodity foi estimada em 687,20 milhões de toneladas, o que representa 5,6 milhões de toneladas a menos em relação à estimativa divulgada no mês passado. Na comparação com a safra 2005/06, quando somou 695,58 milhões, a safra é 1,20% menor. Esta redução é fruto de uma colheita americana 5,33 milhões de toneladas menor em relação à dezembro. O país deve colher 267,60 milhões.

Diante deste cenário, o analista da Céleres afirma que atualmente a relação estoque e consumo nos Estados Unidos é da ordem de 6% - o menor percentual dos últimos 11 anos. As estimativas para os estoques finais de milho naquele país caíram de 23,76 milhões para 19,10 milhões de toneladas entre dezembro e janeiro. Esse resultado contrariou as expectativas do mercado, segundo o analista da Tetra Corretora, Renato Sayeg, já que o estimado era de um crescimento de 3%.

Sologuren acrescenta que os estoques mundiais do milho estimados em 86,44 milhões de toneladas são os menores desde a safra 1977/78. Diante deste resultado, os preços do grão subiram 4,91% na Bolsa de Chicago (CBOT) sexta-feira, negociados a 395 centavos de dólar por bushel. No entanto, na semana, a alta chegou a 7,27%. As demais commodities devem seguir o desempenho altista do milho.


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