Valoração econômica de áreas de floresta

FLORESTA

Valoração econômica de áreas de floresta

Áreas com potencial agrícola ou imobiliário, como se pode imaginar, costumam ser mais valorizadas
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A precificação de áreas de floresta é um dos principais desafios do mercado de compensação ambiental.  A falta de padrões e índices econômicos que subsidiem a precificação acaba por restringir os preços à regra de oferta e demanda.

Áreas com potencial agrícola ou imobiliário, como se pode imaginar, costumam ser mais valorizadas. Mas, normalmente, não são consideradas as características específicas das áreas florestadas e seus serviços ambientais (ou serviços ecossistêmicos) associados.

Aos poucos, instituições de mercado e de pesquisa disponibilizam estudos com propostas de valoração das florestas e seus recursos naturais. Essencialmente, a maior parte converte para o mesmo objetivo: entender quanto custam os serviços ambientais prestados pelas áreas de mata para poder precificá-las.

O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo/SP (IBAPE/SP), com o objetivo de criar uma norma inédita, desenvolveu a cartilha “Valoração de Áreas Ambientais”. A publicação foi elaborada pela Câmara Ambiental do Instituto e busca divulgar desde conceitos até fórmulas de cálculo para disponibilizar ferramentas aplicáveis na precificação de áreas verdes.

A cartilha propõe como método a identificação de fatores ambientais. Para cada fator, é atribuída uma pontuação considerando seu grau de importância. Um exemplo de fator é a importância da área: (i) no abrigo da fauna, (ii) no desenvolvimento da flora da região, (iii) no ciclo de carbono, (iv) na conservação do solo e (v) na conservação e manutenção dos recursos hídricos. Por meio da pontuação dos fatores ambientais, é possível dimensionar os serviços ambientais prestados pela área. 

Ao final, a soma dos fatores ambientais é multiplicada pelo valor da terra nua (considerando as variações de mercado). Caso a área apresente algum tipo de passivo, este deve ser calculado pela estimativa de seu custo de remediação e descontado do valor final. Com isso, é obtido o valor econômico-ambiental da área. 

O desafio, no entanto, é compreender se as relações de mercado estão preparadas para receber sistemas de preços obtidos a partir da valoração dos serviços ambientais.


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